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terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Beleza da Física: inteligência artificial

(A colaboradora Vânia Scott nos desafia a pensar em robôs)

A Beleza da Física: inteligência artificial

Quem nunca sonhou em ter robôs que realizassem nossas piores tarefas diárias?
Os pesquisadores das grandes indústrias pesquisam o aprimoramento da inteligência dos robôs, desejam torná-los cada vez mais acessíveis ao público, principalmente para o uso doméstico.
Visitando uma conhecida fábrica de refrigerantes no mês passado, achei muito interessante não ver nenhum trabalhador em meio à produção. Galpões imensos apenas com máquinas.
Se pensarmos bem, uma esteira elétrica para exercícios físicos, não passava de um desenho animado anos atrás. O que dizer do micro-ondas, aquecendo a comida diretamente no prato,  um verdadeiro sonho de minhas avós. Essas máquinas fazem o que foram programadas para fazer. E, assim, esperamos que seja com os robôs.
Entretanto, um grupo de pesquisadores busca dar autonomia e inteligência às máquinas, ou seja, capacidade para aprender e discernir. O mais interessante, ou assustador, quando se procura dar autonomia aos computadores, ou inteligência, é imaginar que as máquinas podem acreditar que o homem é um ser que incompleto, cujas ações não são totalmente planejadas e orientadas pela razão.

O desafio está conosco. E você? Vai querer um robô?

(Por Vânia Scott)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Diário de Proprietário: Ford Galaxie, manutenção e reparos (Canal You Tube)


Diário de Proprietário: Ford Galaxie, manutenção e reparos (Canal You Tube)
(O colaborador Caram Dabuz Abdalla noticia o Canal de Gian Chiarelli, Diário de Proprietário: Ford Galaxie, manutenção e reparos - You Tube)

Há novo material na rede para os que gostam do modelo Ford Galaxie e desejam cuidar de suas máquinas, o colecionador Gian Chiarelli, criou canal no You Tube e começou a postar vídeos sobre os possantes da Ford do Brasil.

https://www.youtube.com/channel/UCuwdPdFQRrqqCoH4S-vH7Wg?app=desktop

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Relatos de um professor: Quando os sonhos se mostram em sala

(O colaborador Kauê Vinícius traz reflexões sobre sala de aula)

Relatos de um professor:  Quando os sonhos se mostram em sala

Buscando relacionar história social e cultural com produção de artes visuais, tentei junto aos meus alunos algo inusitado. Diante do breve século XX, que deixou rastros da lógica imperialista em guerras cuja monstruosidade está presente ainda hoje, apresentei a eles as bases teóricas do movimento surrealista para que a criatividade pudesse ser exercitada.  Para tanto, direcionei a aula da exposição para o diálogo sobre os sonhos. A partir dos relatos de cada sonho buscamos reproduzi-los em gênero surrealista para futura exposição. Monstros, voos, animais bizarros, situações esdrúxulas se fizeram em papeis e em imaginação.
A partir disto defendo que ensinar e aprender história não se resume a decodificar palavras, interpretar textos e contextualizá-los, mas também e, sobretudo, usar da imaginação para fomentar criações e transformações possíveis. Assim como disse André Breton, os sonhos são tão importantes quanto a realidade da vigília, não devemos ignorá-los.

(Por Kauê Vinícius)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Paralimpíada: A medalha vem agora!

(A colaboradora Raquel Daffre, árbitra das Paralimpíada Rio 2016, publica nova postagem. O mundo não pode mais ser tal como o conhecemos)

Paralimpíada: A medalha vem agora!

Durante as Paralimpíada do Rio, foram distribuídas muitas medalhas. Atletas movidos pelo calor e pela energia das arquibancadas quebraram recordes, se superaram e conquistaram as tão sonhadas medalhas. Um sonho para estes atletas! Mas antes de atletas, eles são pessoas. Pessoas com deficiência que vivem na mesma sociedade das pessoas sem deficiência.  Por isso, digo que a maior premiação, a medalha mais reluzente, brilhante e valiosa ainda está por vir! Esta medalha será entregue para todos nós, que aprendemos a respeitar a todos, não importando qual deficiência a pessoa tenha. Será entregue para o engenheiro que substituir uma escada por uma rampa, para o dono de padaria que fizer a bancada de pedido dos pães mais baixa, para o empresário dono de frota de ônibus que colocar nas ruas  transporte acessível, para o professor que incluir os alunos em sua aula e para tantas outras pessoas que, a partir do encerramento da Paralimpíada, irão mudar as suas atitudes para que tenhamos uma verdadeira sociedade inclusiva!

Então vamos lá! Mude as suas atitudes, suba no pódio e receba sua medalha!

(Por Raquel Daffre)

domingo, 11 de setembro de 2016

A Beleza da Física: sinais vindos do espaço

(A colaboradora Vânia Scott  fala sobre a Beleza da Física)

O homem procura, já faz um tempo, comunicação com seres extraterrestres. Recentemente, um dos centros construído especificamente para esse fim, recebeu um sinal vindo de uma estrela distante.
 Na verdade, sinais vindos de longe são recebidos constantemente. Entretanto, os que nos chamam a atenção, são aqueles que não seguem o padrão costumeiro. 
Se existir uma Inteligência fora da Terra, que consiga enviar um sinal, semelhante ao que esperamos, ela ainda não se manifestou. O que recebemos foi, provavelmente, emitido por um fenômeno natural. Talvez até desconhecido, ou não previsto pelas teorias atuais.O fato é que nós, até agora, ainda não recebemos uma mensagem enviada por nenhum vizinho extraterrestre.

(Por Vânia Scott)

A África em cores: Edward Said Tingatinga

(O colaborador Kauê Vinicius traz importante nome da arte contemporânea)

A África em cores: Edward Said Tingatinga

Nesta última semana, buscando trazer outras referencias culturais da mãe África para meus alunos, apresentei o pintor Edward Said Tingatinga e o estilo de pintura que leva seu nome. Tingatinga que nasceu no ano de 1932, na aldeia do Mindu, em Tunduru, ao sul da Tanzânia, teve uma vida humilde trabalhando em várias atividades ao longo de sua breve vida, sempre se envolvendo com manifestações artísticas, como dança, música e artes visuais, falecendo em 1972.
Suas obras trazem como principais elementos animais típicos das estepes e savanas. Trata-se de uma pintura de técnica simples onde as cores se fazem exuberantes, vertiginosas e muito brilhantes. Categorizando suas obras em um determinado gênero pictural da história da arte, pode-se defini-lo próximo da arte naïf, arte esta definida pela sua simplicidade e liberdade artística, não se enquadrando nas escolas pictóricas institucionalizadas. Tingatinga, sem recursos para comprar materiais próprios de pintura artística, pintava com esmaltes de bicicletas em chapas de fibra de madeira, o que acabou caracterizando um estilo onde a simplicidade e personalidade se materializa em formas e tons.

Hoje o gênero Tingatinga de pintura se faz presente não só na Tanzânia, mas em outras regiões africanas, evoluindo em novos elementos representativos como povos, vilas e paisagens. Seu estilo de arte marca uma geração da representação visual pós-colonial tanzaniana, uma vez que conquistaram a independência política dos britânicos em 1961, unificando seu território em 1964.

(por Kauê Vinicius)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Beleza da Física: desvendando o micro-ondas

(A colaboradora Vânia Scott escreve sobre o funcionamento do micro-ondas)

A Beleza da Física

Presente em muitas casas, o micro-ondas é praticamente tão usado, ou mais, que o fogão. A facilidade com que aquecemos, descongelamos ou cozinhamos os alimentos faz dele um facilitador.
Há pessoas que têm medo do uso contínuo do aparelho, pois alguns meios divulgam que este, pode ser um possível causador de algumas doenças, como câncer.
O aparelho funciona através de ondas que possuem a frequência das moléculas de água. Traduzindo: essas tais de micro-ondas, fazem com que as moléculas de água do alimento, se movam mais rapidamente, aquecendo-o. O prato, que contém os alimentos, não esquenta. A comida, quando estiver aquecida, esquenta o prato, pelo contato.
Sabemos que nosso corpo possui uma quantidade muito grande de água. Se nosso corpo estivesse dentro de um micro-ondas, ele seria cozido. Entretanto, o aparelho possui blindagem (algo que não permite a saída dessas ondas).
Assim, mamães, podem continuar aquecendo o leitinho e comida de seus bebês, tranquilamente. Podemos usar sem receio. 

(por Vânia Scott)

domingo, 4 de setembro de 2016

A Beleza da Física: buracos negros (parte 1)

(A colaboradora Vânia Scott nos fala da Ciência da Física de forma descomplicada)

A Beleza da Física: buracos negros

Buracos negros, ao contrário do que muitos possam pensar, são reais.


Basicamente são o estágio final da vida de uma estrela com muita massa. Sua gravidade é extremamente forte, tão forte, que nem a luz tem velocidade suficiente para sair de lá (quanto maior a gravidade, maior a velocidade necessária para escapar), tornando-o negro. Os corpos são atraídos para os buracos negros devido ao campo gravitacional.

Ao certo, não sabemos o que se passa nas proximidades de um buraco negro. Temos previsões teóricas. 

Os acontecimentos nessas condições extremas, como intenso campo gravitacional, não se parecem com os que conhecemos no nosso cotidiano.

Estes corpos tão curiosos ainda nos geram mais perguntas do que respondem, atiçando a curiosidade de cientistas e até cineastas de sci-fi (quem aí já assistiu Interstellar?). Ainda há muito, mas muito mesmo o que descobrirmos sobre eles.

(Por Vânia Scott)

A Beleza da Física: A gravidade zero

(A colaboradora Vânia Scott, nos fala da Ciência da Física de forma descomplicada)

A Beleza da Física: A gravidade zero



A grande maioria das pessoas acredita que o espaço tem gravidade zero. Utilizamos, inclusive, aparelhos onde simulamos esse fenômeno.

Entretanto, gravidade zero, mesmo, nunca chega a ocorrer.

Existem quatro forças no Universo (até o que sabemos). Gravitacional, Eletromagnética, Nuclear Fraca e Nuclear Forte. E por mais incrível que pareça, a Gravitacional é da qual menos temos conhecimento, mesmo sendo a que mais estamos acostumados no cotidiano, mesmo que nós não fiquemos pensando nisso. Imagina que bom seria, não precisar usar pratos, e deixar apenas a sua comida flutuando na sua frente? Ou que divertido, ou assustador, seria você, dar um pulinho, e nunca mais voltar ao chão?


Sabemos que massa atrai massa, e que, essa força diminui muito com o aumento da distância. Apesar de diminuir muito com o aumento da distância, ela jamais chegará a zero. (Mas como assim?) Em outras palavras, não importa se você está do lado da Terra ou a anos-luz de distância, do outro lado do universo. Você sempre estará sendo atraído por alguma força gravitacional. E é por isso que o termo ‘gravidade zero’, na verdade, não significa realmente que não há gravidade.

(Por Vânia Scott)




quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Paralimpíadas: motivos para prestigiá-la

(Nimbus ganha novo colaborador, Raquel Daffre de Arroxellas. Ela nos fala sobre Jogos Paralímpicos e sociedade, respeito e dignidade)



Paralimpíadas: motivos para prestigiá-la

Sabe-se que na inclusão, todos possuem os mesmos direitos e acessos. Não existe a perfeição, pois sempre seremos bons em uma situação e ruins em outras. As Paralimpíadas reúnem somente os perfeitos! Sim! Pessoas com deficiência, mas perfeitos na habilidade esportiva que disputam.
Se tomarmos esta ótica, as Paralimpíadas não promovem a inclusão, pois se assim fosse, as pessoas com deficiência participariam dos mesmos jogos que as pessoas sem deficiência.
Então, em um mundo cada vez mais voltado para a inclusão, por qual razão devemos prestigiar as Paralimpíadas?
Darei aqui 3 motivos!
1
º) Para ver pessoas superando seus limites! Quem saltará mais alto? Quem correrá mais rápido? Quem marcará mais cestas? Independe de ter ou não deficiência, os super-homens e mulheres atletas são sempre uma inspiração para nós, meros mortais.
2º) Conhecer novas modalidades esportivas e, quem sabe, praticá-las! A bocha adaptada e o goalball são modalidades praticadas, no formato competitivo, apenas por pessoas com tetraplegia e deficiência visual, respectivamente. Por que não, ir ao parque com sua família para disputar uma partida de bocha adaptada em um sábado à tarde?
3º) Entender as capacidades para não julgar pelas limitações! Assistir as Paralimpíadas é uma excelente oportunidade de enxergar as pessoas com deficiência pela ótica do que elas são capazes de fazer e não pelo julgamento regado de sentimentalismo como “coitadinho, ele não anda”.

Assim, termino deixando um convite: Assistam às Paralimpíadas da mesma forma que assistiram às Olimpíadas! Torçam! Vibrem! Chorem! Entoem o hino nacional brasileiro! Porque o nosso BRASIL deve ser o Brasil de todos os BRASILEIROS!!!

(Por Raquel Daffre de Arroxellas)

domingo, 28 de agosto de 2016

A música como potência: Fela Kuti e o Afrobeat

(O colaborador Kauê Vinicius fala sobre o artista nigeriano Fela Kuti)

A música como potência: Fela Kuti e o Afrobeat

Nestas últimas semanas em sala de aula, ao falar com meus alunos sobre os processos de colonização, imperialismo e lutas por emancipações na África, Ásia e Oceania, busquei trazer como referência musical o multi-instrumentista nigeriano Fela Ransome Kuti (1938-1997) e sua contribuição política e musical para o mundo. Fela Kuti, que nasceu no estado de Ogun, na Nigéria foi o percursor de um gênero que envolveria jazz, highlife, funk e música ioruba. De todas estas influências criou-se o afrobeat, espécie de som quente, com vocais teatrais, metais e muita percussão. Fela e sua banda Koola Lobitos (que posteriormente chamaria África 70), após turnê por seu país e pelos Estados Unidos, na década de 1960/70, ampliou seu repertório artístico, envolvendo-se com o movimento negro estadunidense Black Panther Party (Os Panteras Negras) incorporou a africanidade como bandeira de sua arte.
Músicas como Sorrow, Tears, and Blood, Zombie e Colonial Mentality mostram seu engajamento contra o modo autoritário e repressor do governo nigeriano de sua época. Engajamento este que foi brutalmente violentado por covardes ações policiais em sua comunidade denominada República Kalakuta.
Referenciando Nietzsche quando este ao afirmar que o homem sem a música seria um erro, vê-se que a arte, e neste caso a música, é o campo de maior potência para transpor as barreiras humanas. A arte como necessidade ontológica da expressão de criação e pulsão de liberdade.



(Por Kauê Vinicius)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

7 meses

(Carol Diniz, estreia no blog com 7 meses)

Há quem  diga que o casamento é o início do fim.Para os incrédulos, fim do amor, para os apaixonados início do fim da vida a sós.O início do companheirismo diário, colaboração mútua; exercício da paciência.O início da vida a dois.A busca incessante por um lar que sugam seus finais de semana.

A troca dos saltos altos e ternos rebuscados, por camisetas, jeans e tênis.A troca de lojas da Oscar Freire e jantares no Jardins, por casas de materiais de construção e shoppings do lar.Maquiagem, salão de beleza, meramente ilustrativo, lojas de eletrodomésticos se tornam mais atraentes.
Concretizar um projeto de móveis  planejados que se adaptam ao seu orçamento.  Meses de exaustão, e finalmente o matrimônio acontece. Cerimônia pequena para a declaração dos votos. Noite de núpcias e uma aventura na lua de mel.
Por fim, a mágica acontece. O casamento.7 meses após essa união, ainda busco aprender diariamente a harmonia no lar.Paciência, virtude que se desenvolve durante longos dias.Relevância, palavra que define união.
Compreensão, melhor maneira de não suprimir a paixão.
Diálogo, define a longevidade de uma relação.
Respeito, base para fortalecer o amor.
O casamento é uma escolha; 7 meses depois de 13 anos, amor está no coração e gravado em meu pulso.
O  amor supera as diferenças; para os apaixonados, felicidade, para os incrédulos, não era amor.

(Por Carol Diniz)

sábado, 20 de agosto de 2016

Em cartaz: a peça .dentro (TUSP)

(O colaborador Kauê Vinicius abre a coluna de 'Em cartaz' na qual falaremos de dramaturgia e de peças que estão em cartaz)

Por (.DENTRO) o medo do outro: ou de como a arte vai ao encontro da vida

Está em cartaz no TUSP, até o dia 28 de agosto, a peça teatral (.dentro) Inspirada no filme grego Kynodontas, (Dente Canino) de 2009, a peça conta a história de uma família tradicional em que os pais criam seus filhos sem deixá-los sair de casa. Alegoricamente a peça faz referência a um modo de vida presente em alguns grupos sociais nas grandes cidades: o isolamento da cidade, as diferenças que ela incorpora e ao imaginário que dentro do lar é o caminho mais seguro para a (boa) vida. O roteiro reflete sobre o sentimento de medo como catalisador de comportamentos, tratando desta problemática como um processo de coerção  familiar que se desdobra em várias ações, algumas não esperadas por parte dos pais.
A relação entre o casal da família é outro ponto forte na peça. Vê-se que o pai é o único que sai de casa, enquanto a mãe (com um semblante de felicidade mórbida, como daqueles comerciais de margarinas) fica a cuidar dos filhos e das plantas. Estes, por sua vez, vivem seguindo os passos, as tarefas e as orientações dos pais. Nesta família, o tempo dentro de casa passa ao passo dos aniversários dos filhos, aniversários estes, programados pelos pais.
Nesta configuração familiar há uma tensa ordem figurada e configurada no andar, no pensar, no jogar e dançar, ordem esta que carrega a mais pura violência, a violência do medo.  A peça marca a (bela) estreia profissional do coletivo uspiano, que em tempos difíceis faz-se necessário um “grito estético” para reverberar nas paredes do inconsciente social.

(por Kauê Vinicius)

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Beleza da Física: Táquions (mais rápidos do que a luz?)

(A colaboradora, Vânia Scott, continua a sua coluna sobre as belezas da Física)

A Beleza da Física: Táquions (mais rápido do que a luz?)

O termo táquions vem do grego e significa rápido. De acordo com a Relatividade, nada pode ultrapassar a velocidade da luz. Será?
Os táquions, previstos teoricamente, possuem velocidade maior que a da luz. Até hoje, porém, não foram detectados. Alguns cientistas acreditam que eles não são capazes de transmitir informações, outros acreditam que eles percorram a linha temporal de maneira inversa, indo para o passado. Por exemplo, uma maneira de ilustrar isso seria, uma pessoa vendo um objeto lançado atingir um alvo. Se o objeto fosse lançado por um canhão de táquions, a pessoa assistiria o alvo ser atingindo antes do lançamento. Tudo isso, sem violar a Teoria da Relatividade. Isso se deve ao fato dessas partículas sempre estarem com essas velocidades.
Uma partícula, para ser acelerada a uma velocidade próxima à da luz, precisa receber uma grande quantidade de energia, somente possível em laboratórios especiais que possuam essa capacidade. Os táquions, por sua vez, reagiriam ao ganho de energia de maneira inversa, ou seja, eles perderiam velocidade. De modo contrário, ao passo que ao ganharem velocidade infinita, perderiam energia.

Conhece alguém que já teve premonição ou déjà vu? Pois bem, se as informações chegam à pessoa com antecedência, então devem ser transmitidas de alguma maneira. Mas, enquanto não detectamos essas partículas, podemos nos deliciar com filmes que utilizam propulsores taquiônicos para foguetes.

(Por Vânia Scott)

Aventuras de uma professora de Física: ensinar e aprender

(Vânia Scott, colaboradora de Nimbus, inaugura coluna que tratará das aventuras de uma professora de Física)

Aventuras de uma professora de Física: ensinar e aprender

Tentando ensinar a beleza da Física: Alunos com menos de 11 anos

Desafio 2016: Sala heterogênea com alunos entre 5 e 11 anos. Objetivo: transmitir algum conhecimento de Física.

Sim, parece impossível! Mas gosto de desafios.
Noites sem dormir, pensando numa maneira de abordar conceitos, muitas vezes complexos, mas do cotidiano de todos.
Finalmente, tive a ideia de trabalhar atrito e velocidade na primeira aula. Quando cheguei, me deparei com os alunos curiosos, mas questionando que não tinham idade para ter aulas de Física. Pode?
Bem, mostrei objetos que deslizavam sobre uma superfície lisa e outros, que tinham dificuldade em se deslocar numa lixa. Evitei palavras que dificultassem o entendimento pois muitas vezes, percebo passam a aula tentando lembrar o que significa uma palavra como “denominador” e deixam de aprender algo novo que está sendo transmitido. Levei todos para correr na quadra em movimento acelerado e retardado (eu sabia que iam gostar da palavra).

Foi um sucesso. Quando alertei um dos alunos sobre tomar cuidado pois havia chovido e o piso estava perigoso ouvi “não tem problema, meu tênis tem um freio altamente qualificado para o piso escorregadio”. O que falar para uma criança que tem ABS nos pés? A verdade é que eles têm muito conhecimento, a sala de aula é uma troca maravilhosa. Aprendo diariamente.

(Por Vânia Scott)

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Relatos de um professor de História: Quando a Arte ganha espaço na sala de aula

(Kauê Vinicius, colaborador de Nimbus, continua a série de temas do professor de História na sala de aula) 

Relatos de um professor de História: Quando a Arte ganha espaço na sala aula


Particularmente o tema Renascimento Cultural e Científico é um dos que mais me apaixona. Paixão esta não só pelos fatos históricos de transformações e revoluções no campo das artes, das ciências e da filosofia, mas também porque busco relacionar o conhecimento histórico com a criatividade artística dos alunos em sala de aula. Em uma destas aulas busquei promover atividade artística na qual as obras renascentistas deveriam ganhar nova roupagem, uma releitura visando a atual sociedade que vivemos através de obras clássicas como O nascimento de Vênus, de Botticelli, ou a Última ceia, de Da Vinci. Em uma destas atividades, um aluno me trouxe um desenho muito bem feito, da Gioconda versão Punk. Eu como fã do movimento não pude deixar de considerar um ótimo trabalho.

(por Kauê Vinicius)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A série de tv Monkees, eu assistia

(O blog Nimbus é parte de projeto que combinará site e outras redes sociais. O colaborador Rui Joazeiro traz hoje A série de tv Monkees, eu assistia...)

Todos os dias à tarde, quando eu era criança, chegava da escola, fazia minha lição de casa e corria para a frente da TV preto e branco para ver as minhas séries favoritas. Dentre elas uma que eu gostava muito, e ainda gosto, eram os Monkees. Um grupo musical de pop rock que passava pelas mais diversas e psicodélicas e surreais situações sempre com muito humor e muita música.
O mais curioso desta série é que os Monkees foram criados para a série e não a série foi criada para eles. Como assim? Pois é, fiquei sabendo anos mais tarde, já adulto, que o grupo foi criado pela rede americana NBC para rivalizar com os Beatles.
A NBC anunciou nos classificados do jornal solicitando "quatro loucos entre 17 e 21 anos". Bert Schneider e Bob Rafelson, responsáveis pela série, queriam criar uma série de tv com 4 jovens músicos em 1965 e eles precisavam de 4 perfis diferentes: Mike Nesmith, um músico ligado em country/folk music e excelente compositor, Peter Tork, o homem dos mil instrumentos, Micky Dolenz, um jovem ator/cantor que quando criança, tinha estrelado uma série para a TV (exibida no Brasil) chamada "O Menino do Circo". O quarto Monkee, Davy Jones, já tinha sido contratado pelo estúdio um pouco antes, quando o grupo de teatro com o qual tinha vindo para os EUA apresentou-se na Broadway, com a peça "Oliver". Mas, mesmo assim, ele participou dos testes. Aliás, foram realizados testes com mais de 437 candidatos. O mais incrível é que no começo eles só cantavam, mas não tocavam. Eles gostaram tanto da coisa que resolveram se tornar um grupo musical de verdade, cantando, compondo e tocando suas músicas e tiveram sucesso com este projeto. Depois do final do seriado, que foi de 1966 a 1968 os Monkees continuaram fazendo  shows e turnês. Infelizmente, em 2012, o grupo sofreu uma baixa, David Jones foi vítima de uma parada cardíaca fulminante.
Mas apesar das idas e vindas o grupo continuou junto e agora comemora seus 50 anos lançando um novo CD commúsicas inéditas. Vale a pena conferir Good Times e ver que a sonoridade das músicas dos Monkees nos remetem àquelas composições do seriado da década de sessenta. Em minha mente os Monkees estão vivos e doidões para sempre.


(Por Rui Joazeiro)

sábado, 30 de julho de 2016

A Beleza da Física: ressonância

(O blog Nimbus integra projeto que inclui site, newsletter e outras redes e mídias sociais. Revista eletrônica que reúne colaboradores de diferentes áreas e ofícios. Vânia Scott, física e matemática de formação é a colaboradora de hoje)

Um motor, o vento, a voz e o sentimento. O universo das vibrações nos cercam.

Ao fazer a opção pelo bacharelado em Física, a minha motivação era explicar as pequenas ações que me rodeavam. Desde um simples andar ou escorregar até a complexidade da Física atômica. Por exemplo, sabe quando você está no carro, com o motor ligado e uma parte do carro começa a vibrar? Bom, é isso. Tudo tem uma frequência própria,  chamada frequência de ressonância. No caso do carro, o motor está exatamente na frequência daquela parte do carro. E o que isso pode ter de interessante? Aí é que está a graça, é possível explicar como uma frequência de voz pode quebrar taças de cristal ou, ainda, mais surpreendente, como a ponte de Tacoma (1940) entrou em colapso e caiu (veja o vídeo) simplesmente porque o vento permaneceu exatamente na frequência da ponte por horas resultando na queda. A frequência tem, ainda, outras aplicações. E porque não pensar em medir a frequência de um tumor em um corpo e emitir exatamente essa frequência na pessoa? O corpo permaneceria intacto e só destruiríamos a parte indesejada. Ou, divagando ainda mais, podemos encontrar pessoas com afinidade, ou seja, com frequência muito próximas a nossa. Pois até sentimentos geram vibrações físicas específicas em nosso corpo o que nos faz sentir atrações pelo semelhante. Enfim, não percebemos claramente, mas as vibrações nos rodeiam e tem alguma explicação. E certamente muitas outras a descobrir. É a beleza da Física.  

(Por Vânia Scott)

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Cinema de Animação: o 2D está acabando?

(Blog Nimbus é parte de projeto maior que inclui várias redes sociais - site, facebook, newsletter etc etc - teremos colaboradores de áreas diversas que escreverão sobre os seus ofícios e artes. O colaborador de hoje é o artista Rui Joazeiro)

Cinema de Animação: o 2D está acabando?

A constante evolução das técnicas cinematográficas está fazendo mais uma vítima, a animação 2D. A arte de desenhar o filme quadro a quadro, exibido numa velocidade de 24 quadros por segundo, está chegando ao fim? Com as novas tecnologias estamos assistindo animações cada vez mais realistas, no sentido de aplicarem ao personagem e aos cenários efeitos, texturas, pelos  etc, tudo para que se obtenha o melhor e mais real resultado. Ok, fantástico!. Mas e a arte? O que acontece com os artistas que executavam o desenho, a pintura de personagens e cenários com maestria e elevavam nossa imaginação? Às vezes eu me via "entrando" no desenho de tão compenetrado que ficava ao assistir clássicos da Disney como Branca de Neve, a Bela Adormecida e Fantasia, este último o meu preferido, que transforma música em cenas belíssimas de animação, um trabalho primoroso que mostra todo o talento dos animadores da época, que eu considero particularmente os melhores de todos os tempos. Hoje, é raro assistirmos animações 2 D nos cinemas, a própria Disney já acabou com a área de animação 2 D. Vamos torcer para que os estúdios olhem com carinho para esta nobre arte e façam mais trabalhos de qualidade, aliando tecnologias atuais com as técnicas tradicionais para que se mantenha viva esta grande arte, caso contrário veremos a animação tradicional ter o mesmo fim do cinema mudo, ou de stop motions utilizados em filmes como os clássicos King Kong, Jasão e o Velo de Ouro e Simbad.

(Por Rui Joazeiro)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O olhar intencional: o visível e o invisível na urbe.



(Blog Nimbus é parte de projeto maior que inclui várias redes sociais - site, facebook, newsletter etc etc - teremos colaboradores de áreas diversas que escreverão sobre as suas praias...o segundo a se fazer presente é Kauê Vinicius que falará sobre o olhar, ver e não ver)

Assim como a linguagem, a percepção do olhar é algo totalitário. Não há como ficar sem ver o que se busca. Ao menos, tenta-se, em situações por vezes constrangedoras, tentar não ver o que se mostra, mas de qualquer forma, temos a inclinação de sermos guiados pela experiência do olhar interessado. Perceber tal condição é um exercício interessante. Na cidade de São Paulo, onde a vida passa e nós pouco a vemos, torna-se algo de difícil astúcia. No entanto, diante de um mar de gente que se colide diariamente, diante de um caleidoscópio arquitetônico que se faz presente diretamente, ou diante de máquinas que correm e cortam espaços de convício próximo, lá está ele, o olhar intencional, aquele olhar que se torna caçador de algo que buscamos inconscientemente, algo digno dos mistérios das sereias ou coisas desta natureza, um olhar atento, mas que se perde em si mesmo, criando o visível e o invisível diante de nós, buscando sentido possível no cotidiano urbano.

(Por Kauê Vinicius)