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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Diário de Proprietário: Ford Galaxie, manutenção e reparos (Canal You Tube)


Diário de Proprietário: Ford Galaxie, manutenção e reparos (Canal You Tube)
(O colaborador Caram Dabuz Abdalla noticia o Canal de Gian Chiarelli, Diário de Proprietário: Ford Galaxie, manutenção e reparos - You Tube)

Há novo material na rede para os que gostam do modelo Ford Galaxie e desejam cuidar de suas máquinas, o colecionador Gian Chiarelli, criou canal no You Tube e começou a postar vídeos sobre os possantes da Ford do Brasil.

https://www.youtube.com/channel/UCuwdPdFQRrqqCoH4S-vH7Wg?app=desktop

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

(IV) Notas de um restaurador de carros: as cores

(O colaborador Caram Dabuz Abdalla continua a série sobre pinturas automotivas)

(IV) Notas de um restaurador de carros: as cores

Na postagem anterior consideramos dois casos: o de uma Blazer GM 2000, prata escuna, e o do Opala 1980, amarelo candeias. Se o primeiro era facilmente resolvido com a ajuda de tabelas de fabricante, o segundo, mostrava as limitações das tais tabelas. Elas são um ponto de partida, mas não trazem todas as soluções para o trabalho de restauração.
Resolvido o problema da cor, ou melhor, do nome da cor, agora precisamos fazer a tinta. Nosso desafio ainda não está resolvido. A tecnologia de pintura automotiva muda regularmente o que dizer de carros fabricados décadas atrás. Se sei o nome da cor, saberei qual o código da cor e os pigmentos utilizados pelo fabricante de tintas.
Bacana, não?! Sim, avançamos um bocado, conhecemos o nome da cor, o código e, portanto, os pigmentos utilizados na fabricação.
Detalhe importante: as cores envelhecem, ou melhor, a pintura envelhece e, desta forma, a cor é alterada. Vivi situações nas quais a pintura de um carro foi refeita, os responsáveis pesquisaram, descobriram nome e fabricaram a tinta seguindo o código. Pintado o carro, ficaram descontentes quando perceberam que a pintura do cofre do motor, original do veículo, era diferente da nova pintura. Acreditaram que o pintor havia se equivocado e errado na elaboração da tinta. No caso, a tinta estava certa, os proprietários não se deram conta de que o carro antigo que tinham em sua coleção exibia uma tinta que envelhecerá. A nova pintura aos seus olhos não correspondia à cor original, de fato, a nova pintura está mais próxima da cor original do que a do cofre do motor.

(Por Caram Dabuz Abdalla)

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

(III) Notas de um restaurador de carros: as cores

(Por Caram Dabuz Abdalla)

(III) Notas de um restaurador de carros: as cores

O proprietário que deseja restaurar o seu carro, tem pela frente como primeiro desafio: qual a cor do meu carro? A primeira operação, caso não se tenha documentos do veículo como, por exemplo, a nota fiscal, que, muitas vezes registra o nome dado pelo fabricante, começamos pelo registro do veículo junto ao órgão de trânsito. Em virtude de espaço, a cor não é indicada de forma completa.
Vejamos dois exemplos verdadeiros, falemos de dois carros da General Motors que fazem parte de minha coleção: Blazer, ano 2000, indica no documento a cor prata, e, opala coupê, ano 1980, indica amarelo.
Hoje, em virtude do avanço do antigomobilismo, há tabelas organizadas pelos clubes de carros antigos. Assim, uma pesquisa rápida indicará que no ano 2000 para a Blazer foi usado o chamado 'prata escuna', questão facilmente resolvida, não é?! já para o opala ano 1980 temos um problema, o documento registra amarelo, todavia, para o ano indicado a General Motors não usou amarelo. Voltemos ao documento, em particular, ao Renavan. Este número é o registro do veículo, caso o amarelo do carro a ser restaurado não seja original, mas alteração, podemos levantar dados da história automóvel e descobrir se a cor original foi modificada. Se não havia amarelo no ano de 1980, uma pesquisa no ano de 1979 revelou que o fabricante usou o chamado amarelo candeias. Caso raro, mas o que temos aqui é um carro fabricado em 1980 que empregou cor do ano anterior.

(continua)

sábado, 30 de julho de 2016

(II) Notas de um restaurador de carros: as cores

(Nimbus vai além de um blog, dará origem a site/ revista eletrônica. Reunirá amigos interessados em diversos temas. Aqui trago Caram Dabuz Abdalla que falará de uma de suas paixões: os automóveis)

(II) Notas de um restaurador de carros: as cores

Antes, algumas palavras sobre o nome 'restaurador'. Creio que aqueles que se dedicam aos carros tomaram a expressão dos artesãos que se ocupavam da recuperação de obras de arte. Se assim é, cabe bem. O restaurador de um automóvel é antes de mais nada alguém encantado com a obra de engenharia presente em um veículo. Ele resume e revela a história do pensamento mecânico e estético de nossas gerações. Impressiona a variedade e elasticidade de paixões - e confusões de comportamento rsrs - que o automóvel consegue provocar nas pessoas. O que se deseja falar aqui é sobre a maneira como entre os apaixonados com a engenharia e estética automotiva nasceram os que querem recuperar a história do automóvel. Falamos, portanto, de pessoas que fazem da memória de uma indústria, um ofício. Memória da indústria automobilística e, também, necessário acrescentar do automobilismo. Qual a diferença? Automobilismo fala de nossos carros de competição, de nossas corridas....ou, como diriam os antigos: nossos bólidos e pistas...

As cores usadas pela indústria automobilística ao longo das décadas acompanharam e criaram modas, ou, como se diz hoje, tendências. Quando temos em nossas mãos um veículo fabricado décadas atrás e desejamos recuperar um pedaço da memória automobilística começa a nossa jornada arqueológica. Sim, arqueológica, trabalharemos com fragmentos. Felizmente, a cultura do antigomobilismo tem crescido no Brasil e a cada ano nossa literatura (manuais e livros de história) e os nossos artistas (artesãos, pintores e mecânicos) são cada vez em maior número. Alguém pode estranhar o fato de eu chamar um mecânico de um artista, nosso tempo separou ciências, gosto aqui de pensar como pensavam os renascentistas, apreciava-se Leonardo Da Vinci quando este pintava ou quando construía uma ponte. Não havia, acreditavam os homens e mulheres dos dias do Renascimento, diferença. Nosso tempo, criou as diferenças, esqueceu-se de ver a beleza do engenho.

(continua)




domingo, 24 de julho de 2016

Notas de um restaurador de carros: as cores

(Blog Nimbus é parte de projeto maior que inclui várias redes sociais - site, facebook, newsletter etc etc - teremos colaboradores de áreas diversas que escreverão sobre as suas praias...o primeiro a se fazer presente é Caram Abdalla que falará sobre história do carro e do automobilismo)
Ao ler sobre cores, lembrei-me das palhetas de fabricantes de carros e as suas improváveis denominações. Alguém já viu um opala amarelo candeias ou um fusca bege alabastro? Pois bem, a Chevrolet e a Volkswagen, nos anos 70, chamaram, desta forma, algumas das cores que empregam em seus veículos. As cores invocam personagens e paisagens, fácil entender a razão, afinal de contas, fabricantes vendem mais do que formas de locomoção, vendem sonhos. Resolvi falar disso a partir do momento vivido pelo Josias, depois de rir do drama resolvi lhe sugerir usar o rosa pantera que a Chevrolet usou nos anos 70 no Opala: rosa pantera.
(por Caram D. Abdalla)