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terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Beleza da Física: inteligência artificial

(A colaboradora Vânia Scott nos desafia a pensar em robôs)

A Beleza da Física: inteligência artificial

Quem nunca sonhou em ter robôs que realizassem nossas piores tarefas diárias?
Os pesquisadores das grandes indústrias pesquisam o aprimoramento da inteligência dos robôs, desejam torná-los cada vez mais acessíveis ao público, principalmente para o uso doméstico.
Visitando uma conhecida fábrica de refrigerantes no mês passado, achei muito interessante não ver nenhum trabalhador em meio à produção. Galpões imensos apenas com máquinas.
Se pensarmos bem, uma esteira elétrica para exercícios físicos, não passava de um desenho animado anos atrás. O que dizer do micro-ondas, aquecendo a comida diretamente no prato,  um verdadeiro sonho de minhas avós. Essas máquinas fazem o que foram programadas para fazer. E, assim, esperamos que seja com os robôs.
Entretanto, um grupo de pesquisadores busca dar autonomia e inteligência às máquinas, ou seja, capacidade para aprender e discernir. O mais interessante, ou assustador, quando se procura dar autonomia aos computadores, ou inteligência, é imaginar que as máquinas podem acreditar que o homem é um ser que incompleto, cujas ações não são totalmente planejadas e orientadas pela razão.

O desafio está conosco. E você? Vai querer um robô?

(Por Vânia Scott)

domingo, 11 de setembro de 2016

A Beleza da Física: sinais vindos do espaço

(A colaboradora Vânia Scott  fala sobre a Beleza da Física)

O homem procura, já faz um tempo, comunicação com seres extraterrestres. Recentemente, um dos centros construído especificamente para esse fim, recebeu um sinal vindo de uma estrela distante.
 Na verdade, sinais vindos de longe são recebidos constantemente. Entretanto, os que nos chamam a atenção, são aqueles que não seguem o padrão costumeiro. 
Se existir uma Inteligência fora da Terra, que consiga enviar um sinal, semelhante ao que esperamos, ela ainda não se manifestou. O que recebemos foi, provavelmente, emitido por um fenômeno natural. Talvez até desconhecido, ou não previsto pelas teorias atuais.O fato é que nós, até agora, ainda não recebemos uma mensagem enviada por nenhum vizinho extraterrestre.

(Por Vânia Scott)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Beleza da Física: desvendando o micro-ondas

(A colaboradora Vânia Scott escreve sobre o funcionamento do micro-ondas)

A Beleza da Física

Presente em muitas casas, o micro-ondas é praticamente tão usado, ou mais, que o fogão. A facilidade com que aquecemos, descongelamos ou cozinhamos os alimentos faz dele um facilitador.
Há pessoas que têm medo do uso contínuo do aparelho, pois alguns meios divulgam que este, pode ser um possível causador de algumas doenças, como câncer.
O aparelho funciona através de ondas que possuem a frequência das moléculas de água. Traduzindo: essas tais de micro-ondas, fazem com que as moléculas de água do alimento, se movam mais rapidamente, aquecendo-o. O prato, que contém os alimentos, não esquenta. A comida, quando estiver aquecida, esquenta o prato, pelo contato.
Sabemos que nosso corpo possui uma quantidade muito grande de água. Se nosso corpo estivesse dentro de um micro-ondas, ele seria cozido. Entretanto, o aparelho possui blindagem (algo que não permite a saída dessas ondas).
Assim, mamães, podem continuar aquecendo o leitinho e comida de seus bebês, tranquilamente. Podemos usar sem receio. 

(por Vânia Scott)

domingo, 4 de setembro de 2016

A Beleza da Física: buracos negros (parte 1)

(A colaboradora Vânia Scott nos fala da Ciência da Física de forma descomplicada)

A Beleza da Física: buracos negros

Buracos negros, ao contrário do que muitos possam pensar, são reais.


Basicamente são o estágio final da vida de uma estrela com muita massa. Sua gravidade é extremamente forte, tão forte, que nem a luz tem velocidade suficiente para sair de lá (quanto maior a gravidade, maior a velocidade necessária para escapar), tornando-o negro. Os corpos são atraídos para os buracos negros devido ao campo gravitacional.

Ao certo, não sabemos o que se passa nas proximidades de um buraco negro. Temos previsões teóricas. 

Os acontecimentos nessas condições extremas, como intenso campo gravitacional, não se parecem com os que conhecemos no nosso cotidiano.

Estes corpos tão curiosos ainda nos geram mais perguntas do que respondem, atiçando a curiosidade de cientistas e até cineastas de sci-fi (quem aí já assistiu Interstellar?). Ainda há muito, mas muito mesmo o que descobrirmos sobre eles.

(Por Vânia Scott)

A Beleza da Física: A gravidade zero

(A colaboradora Vânia Scott, nos fala da Ciência da Física de forma descomplicada)

A Beleza da Física: A gravidade zero



A grande maioria das pessoas acredita que o espaço tem gravidade zero. Utilizamos, inclusive, aparelhos onde simulamos esse fenômeno.

Entretanto, gravidade zero, mesmo, nunca chega a ocorrer.

Existem quatro forças no Universo (até o que sabemos). Gravitacional, Eletromagnética, Nuclear Fraca e Nuclear Forte. E por mais incrível que pareça, a Gravitacional é da qual menos temos conhecimento, mesmo sendo a que mais estamos acostumados no cotidiano, mesmo que nós não fiquemos pensando nisso. Imagina que bom seria, não precisar usar pratos, e deixar apenas a sua comida flutuando na sua frente? Ou que divertido, ou assustador, seria você, dar um pulinho, e nunca mais voltar ao chão?


Sabemos que massa atrai massa, e que, essa força diminui muito com o aumento da distância. Apesar de diminuir muito com o aumento da distância, ela jamais chegará a zero. (Mas como assim?) Em outras palavras, não importa se você está do lado da Terra ou a anos-luz de distância, do outro lado do universo. Você sempre estará sendo atraído por alguma força gravitacional. E é por isso que o termo ‘gravidade zero’, na verdade, não significa realmente que não há gravidade.

(Por Vânia Scott)




segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Beleza da Física: Táquions (mais rápidos do que a luz?)

(A colaboradora, Vânia Scott, continua a sua coluna sobre as belezas da Física)

A Beleza da Física: Táquions (mais rápido do que a luz?)

O termo táquions vem do grego e significa rápido. De acordo com a Relatividade, nada pode ultrapassar a velocidade da luz. Será?
Os táquions, previstos teoricamente, possuem velocidade maior que a da luz. Até hoje, porém, não foram detectados. Alguns cientistas acreditam que eles não são capazes de transmitir informações, outros acreditam que eles percorram a linha temporal de maneira inversa, indo para o passado. Por exemplo, uma maneira de ilustrar isso seria, uma pessoa vendo um objeto lançado atingir um alvo. Se o objeto fosse lançado por um canhão de táquions, a pessoa assistiria o alvo ser atingindo antes do lançamento. Tudo isso, sem violar a Teoria da Relatividade. Isso se deve ao fato dessas partículas sempre estarem com essas velocidades.
Uma partícula, para ser acelerada a uma velocidade próxima à da luz, precisa receber uma grande quantidade de energia, somente possível em laboratórios especiais que possuam essa capacidade. Os táquions, por sua vez, reagiriam ao ganho de energia de maneira inversa, ou seja, eles perderiam velocidade. De modo contrário, ao passo que ao ganharem velocidade infinita, perderiam energia.

Conhece alguém que já teve premonição ou déjà vu? Pois bem, se as informações chegam à pessoa com antecedência, então devem ser transmitidas de alguma maneira. Mas, enquanto não detectamos essas partículas, podemos nos deliciar com filmes que utilizam propulsores taquiônicos para foguetes.

(Por Vânia Scott)

Aventuras de uma professora de Física: ensinar e aprender

(Vânia Scott, colaboradora de Nimbus, inaugura coluna que tratará das aventuras de uma professora de Física)

Aventuras de uma professora de Física: ensinar e aprender

Tentando ensinar a beleza da Física: Alunos com menos de 11 anos

Desafio 2016: Sala heterogênea com alunos entre 5 e 11 anos. Objetivo: transmitir algum conhecimento de Física.

Sim, parece impossível! Mas gosto de desafios.
Noites sem dormir, pensando numa maneira de abordar conceitos, muitas vezes complexos, mas do cotidiano de todos.
Finalmente, tive a ideia de trabalhar atrito e velocidade na primeira aula. Quando cheguei, me deparei com os alunos curiosos, mas questionando que não tinham idade para ter aulas de Física. Pode?
Bem, mostrei objetos que deslizavam sobre uma superfície lisa e outros, que tinham dificuldade em se deslocar numa lixa. Evitei palavras que dificultassem o entendimento pois muitas vezes, percebo passam a aula tentando lembrar o que significa uma palavra como “denominador” e deixam de aprender algo novo que está sendo transmitido. Levei todos para correr na quadra em movimento acelerado e retardado (eu sabia que iam gostar da palavra).

Foi um sucesso. Quando alertei um dos alunos sobre tomar cuidado pois havia chovido e o piso estava perigoso ouvi “não tem problema, meu tênis tem um freio altamente qualificado para o piso escorregadio”. O que falar para uma criança que tem ABS nos pés? A verdade é que eles têm muito conhecimento, a sala de aula é uma troca maravilhosa. Aprendo diariamente.

(Por Vânia Scott)

sábado, 30 de julho de 2016

A Beleza da Física: ressonância

(O blog Nimbus integra projeto que inclui site, newsletter e outras redes e mídias sociais. Revista eletrônica que reúne colaboradores de diferentes áreas e ofícios. Vânia Scott, física e matemática de formação é a colaboradora de hoje)

Um motor, o vento, a voz e o sentimento. O universo das vibrações nos cercam.

Ao fazer a opção pelo bacharelado em Física, a minha motivação era explicar as pequenas ações que me rodeavam. Desde um simples andar ou escorregar até a complexidade da Física atômica. Por exemplo, sabe quando você está no carro, com o motor ligado e uma parte do carro começa a vibrar? Bom, é isso. Tudo tem uma frequência própria,  chamada frequência de ressonância. No caso do carro, o motor está exatamente na frequência daquela parte do carro. E o que isso pode ter de interessante? Aí é que está a graça, é possível explicar como uma frequência de voz pode quebrar taças de cristal ou, ainda, mais surpreendente, como a ponte de Tacoma (1940) entrou em colapso e caiu (veja o vídeo) simplesmente porque o vento permaneceu exatamente na frequência da ponte por horas resultando na queda. A frequência tem, ainda, outras aplicações. E porque não pensar em medir a frequência de um tumor em um corpo e emitir exatamente essa frequência na pessoa? O corpo permaneceria intacto e só destruiríamos a parte indesejada. Ou, divagando ainda mais, podemos encontrar pessoas com afinidade, ou seja, com frequência muito próximas a nossa. Pois até sentimentos geram vibrações físicas específicas em nosso corpo o que nos faz sentir atrações pelo semelhante. Enfim, não percebemos claramente, mas as vibrações nos rodeiam e tem alguma explicação. E certamente muitas outras a descobrir. É a beleza da Física.  

(Por Vânia Scott)