quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Momentos da Mãe: Escolher um presente para o pai.

Momentos da Mãe: Escolher um presente para o pai.

Maria Luíza está chegando ao mundo com uma sorte que a mãe dela infelizmente não teve: expectativa, acompanhamento e carinho paterno. Pensamentos machucados pelo medo e pela insegurança diante de uma fase completamente nova em minha vida, a preocupação em saber como agir da melhor forma para que Malú tenha tudo que precisa rodeiam a mãe. Ter um pai verdadeiramente presente, acompanhando cada passo da pequena desde o teste para confirmação da gestação, primeiro pré-natal e todas as demais etapas médicas, aquele homem que acorda várias vezes durante a madrugada para massagear a mãe enquanto ela tem crises de câimbras, aquele que sai em pleno sábado à noite para participar de uma Feira da Mamãe e Bebê para escolher as peças que farão parte do enxoval da nossa benção, enfim, são várias situações maravilhosas que temos presenciado, isso nos encoraja a passar por tudo isso, a ser forte nos momentos em que o corpo responde às mudanças para a melhor adaptação da pequena, faz tudo ficar mais fácil, faz com que Malú e mamãe percebam que não estão sozinhas.
Pela primeira vez em quase trinta nos pude sentir o que é ter um dia dos Pais, para muitos pode ser apenas uma data comercial, mas para quem não teve um pai presente, vivenciar isso com a filha que está a caminho é a melhor sensação do mundo! Sabemos que temos alguém que dá sua vida por nós duas. 
Malú e eu fomos presenteadas por Deus com esse homem maravilhoso! Feliz dia dos Pais!

(Vany Abdalla)

Crônicas de um pai: o mar de gente

Crônicas de um pai: o mar de gente

A cada dia a preocupação com o estado geral da mãe é maior. Graças a Deus, estamos bem, mãe e bebê, todavia, o pai estremece de preocupação. Dias atrás fomos ao bairro do Bom Retiro comprar calças para gestante. Centros de compras não estão entre os lugares que costumo frequentar, falta-me vontade e paciência para enfrentar aquelas cascatas de pessoas que despencam pelas ruas. Todavia, era preciso. Havia tanta gente nas ruas que fui à frente, passei a caminhar com Vany em fila indiana - ridículo, não?! - mas era a minha maneira de proteger a mãe e o bebê daquele mar deseducado de mulheres sedentas de ofertas. Ridículo, eu sei, um pai é assim. Ele resmungará sim, mas pelos riscos. Tolo, docemente tolo.

Crônicas de um pai: assando quibe

Crônicas de um pai: assando quibe

As vontades da mãe multiplicam-se, vontades de pão doce com cobertura de coco ralado, ou, de quibe. Este último fica por minha conta. Pedir licença a quem me ensinou a fazê-lo e colocar a mão na massa, literalmente. Preparado e assado, estamos a apreciá-lo. A neta de Dona Nacima, segundo relato de Dona Vany, está pulando satisfeita, ela gostou do quibe. Lembro-me de minha mãe contar histórias dela na cozinha com minha avó, Dona Fadua Dabuz. Eram contações emocionadas e saudosas. O trigo hidratado amalgamado ao hortelã e à carne recriavam o tempo, Dona Nacima se via menina e falava dos pais e da família. Um dia, assim espero, Dona Maria Luíza, terá histórias para contar sobre a cozinha do pai. Beijo, minha filha.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Crônicas de um pai: massagear a barriga da mamãe

Crônicas de um pai: massagear a barriga da mamãe

Um dos desafios enfrentados pelo casal é a serie de mudanças físicas enfrentadas pela esposa. O corpo modifica-se, prepara-se para a gestação, isso implica em afastamento de órgãos e de ossos. Fiquei assustado apenas ao ouvir a médica explicar o que se passa. A Natureza sabe o que faz, está tudo preparado.
Cremes e travesseiros são usados aos montes para suavizar a jornada materna. Aliás, recado aos pais, aumentem o sortimento de travesseiros da casa, a esposa usará todos, se você pai, bobear, acordará sem nenhum travesseiro para recostar a cabeça.
Se a mãe carrega o bebê e usufrui de todas as experiências dos movimentos da nossa menininha, há ocasião especial dada ao pai: os cremes. Massagear a barriguinha da mamãe e a chance que pai e filha tem de trocaram toques e malabarismos. Divertem-se pai e filha, a mãe farta-se, também, de rir!! (experimentem, estimados pais!)

A série de tv Monkees, eu assistia

(O blog Nimbus é parte de projeto que combinará site e outras redes sociais. O colaborador Rui Joazeiro traz hoje A série de tv Monkees, eu assistia...)

Todos os dias à tarde, quando eu era criança, chegava da escola, fazia minha lição de casa e corria para a frente da TV preto e branco para ver as minhas séries favoritas. Dentre elas uma que eu gostava muito, e ainda gosto, eram os Monkees. Um grupo musical de pop rock que passava pelas mais diversas e psicodélicas e surreais situações sempre com muito humor e muita música.
O mais curioso desta série é que os Monkees foram criados para a série e não a série foi criada para eles. Como assim? Pois é, fiquei sabendo anos mais tarde, já adulto, que o grupo foi criado pela rede americana NBC para rivalizar com os Beatles.
A NBC anunciou nos classificados do jornal solicitando "quatro loucos entre 17 e 21 anos". Bert Schneider e Bob Rafelson, responsáveis pela série, queriam criar uma série de tv com 4 jovens músicos em 1965 e eles precisavam de 4 perfis diferentes: Mike Nesmith, um músico ligado em country/folk music e excelente compositor, Peter Tork, o homem dos mil instrumentos, Micky Dolenz, um jovem ator/cantor que quando criança, tinha estrelado uma série para a TV (exibida no Brasil) chamada "O Menino do Circo". O quarto Monkee, Davy Jones, já tinha sido contratado pelo estúdio um pouco antes, quando o grupo de teatro com o qual tinha vindo para os EUA apresentou-se na Broadway, com a peça "Oliver". Mas, mesmo assim, ele participou dos testes. Aliás, foram realizados testes com mais de 437 candidatos. O mais incrível é que no começo eles só cantavam, mas não tocavam. Eles gostaram tanto da coisa que resolveram se tornar um grupo musical de verdade, cantando, compondo e tocando suas músicas e tiveram sucesso com este projeto. Depois do final do seriado, que foi de 1966 a 1968 os Monkees continuaram fazendo  shows e turnês. Infelizmente, em 2012, o grupo sofreu uma baixa, David Jones foi vítima de uma parada cardíaca fulminante.
Mas apesar das idas e vindas o grupo continuou junto e agora comemora seus 50 anos lançando um novo CD commúsicas inéditas. Vale a pena conferir Good Times e ver que a sonoridade das músicas dos Monkees nos remetem àquelas composições do seriado da década de sessenta. Em minha mente os Monkees estão vivos e doidões para sempre.


(Por Rui Joazeiro)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Crônicas de um pai: o livro de memórias

Crônicas de um pai: o livro de memórias

Ver-se a si mesmo como pai pede que um sem número de vezes ao longo dos dias, a memória de meus pais se faça presente. Episódios, atitudes, silêncios são revividos. De formas várias e inquietantes, a história da família ressurge. O sentido e o significado íntimo e profundo de nossas jornadas mesclado à esperança e a força irresistível que me faz palmilhar e palmilhar passa a ser uma doce e perturbadora companhia. O passado está lá, devo deixá-lo, regar a flor e afagar o filho que não tarde em chegar. A esperança e a doçura da vida chegam com a hora cheia.

Crônicas de um pai: o sétimo mês

Crônicas de um pai: o sétimo mês

Inicio a crônica ouvindo de Vany que Maria Luíza está acordada. Nossos dias seguem assim, atentos aos sinais do bebê e gratos pelo feliz andamento de nossa gravidez. As pessoas ao nosso redor tem sempre uma história, um episódio para contar sobre a gravidez e o nascimento. Digo ao nosso redor porque a bênção do nascimento mobiliza a todos. Pessoas que não conhecemos sorriem para a mãe e a para a barriguinha. Sorriso cúmplice e desejoso de dias serenos e ricos de alegria. Todos querem dizer algo, querem oferecer bênçãos e tudo mais. O milagre contagia, verdadeiramente. A quantidade de histórias reforça a nossa responsabilidade e nosso sincero compromisso. Aqui e ali um episódio doloroso, a perda e o choro. Nossa responsabilidade e o desejo de agradecer aumentam.