terça-feira, 25 de junho de 2019

Crônicas de um pai: cacá, homenagem

Crônicas de um pai: cacá, homenagem

sou grato, imensamente grato. quando chegou em nossa casa, confesso, mal nos falamos.
fui negligente ao deixá-la sozinha e abandonada em um canto da casa. estava atarefado com
outras coisas, não lhe dei o devido valor. 
dois anos e oito meses depois, eu me rendo. reconheço a sua sabedoria de gestos e de silêncios. sou grato pela paciência e carinho enormes que reservou para a nossa filha. outrora, você acompanhou a mãe de lulu na adolescência, não faz muito, mas hoje você reverencia outro membro da família.
não é possível falar de lulu sem falar de cacá, são gêmeas. inseparáveis nas reinações, infinitos os cuidados (nos últimos dias cacá usou mais o termômetro do que qualquer outro membro da casa no último ano). 
cacá revelou-se a primeira grande parceira. os braços, sim, aquela doce e suja figura tem braços que nossa filha adora torcer enquanto mama ou pouco antes de adormecer.
lulu sabe que sua amiga precisa de banho e aprendeu que cacá usa a máquina de lavar para os seus banhos. ainda fica impaciente quando encontra a ovelha pendurada no varal e se põe a gritar: 'socorro, a cacá tá presa'. depois e toda sorrisos e a mostra a todos dizendo que sua ovelha está 'perfumada de banho'.
grato cacá!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Crônicas de um pai: o léo foi ao médico

Crônicas de um pai: o léo foi ao médico

menina: papai, você me ajuda?!

pai: sim, meu tesouro

menina: preciso...

pai: você precisa...

menina: o menino caiu...

pai: caiu na escola?

menina é, não, você me ajuda? ela caiu dárvore

pai: quem caiu da árvore? você caiu da árvore na escola? você está bem?

menina: caiu e foi médico, você me ajuda?

pai: filha, não estou entendendo. quem caiu?

menina: o léo

pai: quem é léo? coleguinha da escola?

menina: você me ajuda? (empurra o celular na direção do pai)

pai: é um desenho? léo é um desenho?

menina: sim, ele caiu e foi ao médico

pai: léo foi ao médico! (fala ao sistema de busca do aplicativo). Você o reconhece?

menina: não, papai! não é!

pai: vamos tentar de novo 'léo caiu da árvore'

menina: nãão, papai! (o tom é de quem está a perder a paciência)

pai: vou tentar de novo

menina: aqui ó!

pai: filha, léo é um caminhão de brinquedo?

menina: sim, caminhão caiu da árvore e foi ao médico

pai: meu amor, caminhões vão mecânico, meninas vão ao médico!

menina: sim, papai! você liga para a doutora camila?! obrigada, papai


ps. há melhor maneira de passar a tarde?

Crônicas de um pai: golpe de mestre (I e II)

Crônicas de um pai: golpe de mestre (I e II)


(I)

a menina: (geme de dor, a entonação é dramática) 'papai, papai, por favor, me dá remédio para a garganta, tá doendo'

o pai: 'sim, meu amor!'; 'alô, doutora! bom dia! lulu está doente, a garganta dói, o que devo fazer?'

a menina: (sussurrando): 'dá bolacha recheada!'

o pai: 'ah, sim doutora!'

a menina: (ao ver a bolacha ela exclama) 'ooohhh! remédio!'


(II)

a menina: (volta a gemer) 'papai, ainda dói, mais remédio, por favor'

o pai: 'se você comer as metades das bolachas que deixou no prato, eu lhe dou
mais remédio'

a menina: (resmunga inconfrmada e começa a comer tudo que deixou para trás)

o pai: (em silêncio traz mais remédio)

domingo, 23 de junho de 2019

Crônicas de um pai: dançar rock com o giancarlo

Crônicas de um pai: dançar rock com o giancarlo

ela dança, ela ama dançar. desde pequena a musicalidade fez parte de suas expressões e diversões.
encontramos gaita dos meus tempos de menino e ela aprendeu a tocar, ou a brincar de tocar. pandeiros e
violinhas, flautas e pianos virtuais estão ao alcance de suas mãos.
ela acompanha os sons, quer saber o que são. pode ser o seu jorge em comercial de mercado, música eletrônica
de comercial de sabonete ou concerto do moricone ao ar livre, nada lhe escapa.
hoje, foi dia de rock. ainda na barriga da mãe aprendeu a ouvi-los ao mesmo tempo de descobria palavra cantada
e rá-tim-bum. tudo ao seu alcance, é claro, desde que traga selo de qualidade.
hoje, ouviu rock como nunca. ganhou a sala da casa de giancarlo chiarelli para pular e fazer solo de canções.
alegre, feliz e pura energia, rock na veia!!
(grato gian!!)

Crônicas de um pai: as maçãs mordidas da fruteira (maçã nossa de cada dia)

Crônicas de um pai: as maçãs mordidas da fruteira (maçã nossa de cada dia)

aos poucos aprende a distinguir sabores e faz as suas escolhas, define combinações de cores
e de aromas. gosta de saber o que são, aceita experimentar e quando muito diz 'é diferente!'.
começou ainda bebê a comer maçãs, raspadas ou cozidas à maneira da família. sempre as
apreciou, mas agora algo mudou. passou a comer de três a quatro por dia. faz as refeições
de forma habitual e se antes comia uma ou duas, passou a outro nível de consumo.
em virtude da idade e para facilitar a sua vida trocamos a fruteira de lugar, se antes ela
se esticava para alcançá-las, agora estão à mão.
temos muito a aprender, minha filha a começar que frutas mordidas não voltam para a fruteira, 'nos as entregamos
aos pais ou as deixamos sobre a mesa'. ela ainda resiste, prefere guardá-las na fruteira
para logo mais saborear a sua maçã.
mudamos nossos hábitos, a começar pelo número de maçãs que compramos todas as semanas.
se alguém nos visitar, por favor, releve se descobrir frutas mordidas em nossa fruteira,
acontece que nem sempre nossa filha morde a mesma fruta. estamos trabalho nisso, mas
o sucesso de nossa empreitada ainda levará alguns dias.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

História do Automobilismo Brasileiro (3): Automóvel Culb do Brasil e a Prova de São Gonçalo

História do Automobilismo Brasileiro (3): Automóvel Club do Brasil e a Corrida de São Gonçalo

As associações e clubes de automóveis, nas primeiras décadas do século XX, tiveram importante participação no desenvolvimento da cultura automobilística. O Automóvel Club do Brasil, fundado em 1907, com sede na cidade do Rio de Janeiro organizou corrida automobilística em São Gonçalo no ano de 1909.
À época as corridas ocorriam em ruas e montanhas (subida), entusiastas das provas de automóveis encontravam, cada vez mais, resistências das autoridades públicas para a realização dos eventos. A prova de São Gonçalo é bom exemplo, sabe-se que deveria ocorrer na Floresta da Tijuca e devido a proibições foi transferida para São Gonçalo.
O curioso sobre a prova é que dispomos de umas poucas (e raras) imagens que nos permitem conhecer algo sobre a prova, os carros e o público que assistia aos eventos.

ver a propósito a página do Automóvel Club do Brasil
http://www.automovelclubedobrasil.org.br/

(por Jorge Dabuz)

Crônicas de um pai: 'o pássaro tá gritando'

Crônicas de um pai: 'o pássaro tá gritando'

o quintal exerce forte atração sobre maria luíza, há animais, plantas e o céu. desde pequena, aprendeu a saudar o seu quintal, agora, é ela quem me lembra da saudação diária. leva a minha lupa para buscar caracóis e minhocas,. minhocas, aliás, são o bicho da semana. o calor excessivo dos últimos dias deixou uma minhoca pequenina em apuros. lulu a apelidou de minhoca bebê. quando a descobriu pela primeira vez, tinha o nome na ponta da língua. ficou triste ao se dar conta de que ela morreu.
deu-se conta de que há aventuras diferentes em seu quintal, reinações para os diferentes períodos do dia. ir ao quintal à noite reserva-lhe um céu nem sempre estrelado. infelizmente, já aprendeu o que é poluição. dias atrás a lua cheia explodia na linha do céu e lulu gritava de satisfação.
muitas vezes eu a observo de longe, ouço os seus diálogos com a cacá, a fiel amiga de todas as horas. aprendo sobre o que conversam as duas mocinhas e fico a par das novidades do dia. hoje, eu tomava café em nossa cozinha enquanto minha filha começou a conversar com os pássaros.
um bem-te-vi que por aqui passava respondeu aos rogos de luíza e logo conversavam sobre árvores e frutas. lulu convidou-o para a visitar a mexeriqueira do pátio de sua escola e, não resistiu, correu para me contar do pássaro que gritava em seu quintal.