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quarta-feira, 26 de junho de 2019

História do Automobilismo Brasileiro (4): Chico Landi e Manuel de Teffé

História do Automobilismo Brasileiro (4): Chico Landi e Manuel de Teffé
Os nomes de alguns pilotos ficaram registrados, seja nos jornais e revistas da época ou nos
registros dos organizadores (Clubes de Automóveis). Nossos historiadores do automobilismo nacional são poucos, poucos mas notáveis
em seus esforços. Entre outros, registro aqui o nome de Paulo Scali que em seus livros (Chico Landi de ponta a ponta) ou Circuito da Gávea com grande
esforço reune informações e fotografias que nos permitem rica aproximação do que foi o automobilismo no Brasil nas primeiras
décadas do século 20.
Há sim uma vontade grande por parte de muitos apaixonados pelo esporte a motor no Brasil que de maneira solitária
reúnem informações em arquivos e registros pessoais. O desafio, por um lado, é incentivá-los para que persistam em seus
trabalhos de pesquisa, não desanimem frente aos desafios e ao descaso e, torcer, para que no futuro tais arquivos sirvam à organização de registros justos e fieis aos pioneiros (pilotos, mecânicos, patrocinadores, organizadores e aficcionados).
(por Jorge Dabuz)

sexta-feira, 21 de junho de 2019

História do Automobilismo Brasileiro (3): Automóvel Culb do Brasil e a Prova de São Gonçalo

História do Automobilismo Brasileiro (3): Automóvel Club do Brasil e a Corrida de São Gonçalo

As associações e clubes de automóveis, nas primeiras décadas do século XX, tiveram importante participação no desenvolvimento da cultura automobilística. O Automóvel Club do Brasil, fundado em 1907, com sede na cidade do Rio de Janeiro organizou corrida automobilística em São Gonçalo no ano de 1909.
À época as corridas ocorriam em ruas e montanhas (subida), entusiastas das provas de automóveis encontravam, cada vez mais, resistências das autoridades públicas para a realização dos eventos. A prova de São Gonçalo é bom exemplo, sabe-se que deveria ocorrer na Floresta da Tijuca e devido a proibições foi transferida para São Gonçalo.
O curioso sobre a prova é que dispomos de umas poucas (e raras) imagens que nos permitem conhecer algo sobre a prova, os carros e o público que assistia aos eventos.

ver a propósito a página do Automóvel Club do Brasil
http://www.automovelclubedobrasil.org.br/

(por Jorge Dabuz)

domingo, 16 de junho de 2019

História do Automobilismo Brasileiro (2)

História do Automobilismo Brasileiro (2)

O automobilismo de competição entre nós é anterior à chegada das montadoras. Se a Ford e a Chevrolet
aqui chegaram, respectivamente, em 1919 e 1925, desde as primeiras importações podemos dizer revelamos
o desejo da corrida. Sim, os primeiros veículos de rodas que cruzaram em competições as nossas vias foram
as carroças.
São Paulo crescia de forma acelerada, não era mais capital de província, mas uma metrópole. As ruas da cidades
traziam línguas e práticas de outros países. Imigrantes italianos formados em escolas e na prática de
motores alimentavam entre nós a a paixão pelas máquinas e pelos motores.
Os grupos de amigos e de mecânicos deu lugar, em 1908, à fundação do Automóvel Club de São Paulo. Passos importantes
para o fortalecimento da cultura do automóvel na cidade e, ao mesmo tempo, do automobilismo de competição.
Hoje quando falamos de competições, pensamos em autódromos, nos primeiros anos eles não existiam. O autódromo
pertence à fase seguinte quando as cidades não comportavam mais competições em suas vias públicas. Nos primeiros anos
improvisavam-se circuitos a partir das vias disponíveis. Os traçados eram criados quando da realização das provas,
significa que a cidade convivia com as corridas.

(Jorge Dabuz)

quarta-feira, 12 de junho de 2019

História do Automobilismo Brasileiro: as primeiras corridas (1)

História do Automobilismo Brasileiro: as primeiras corridas (1)

As primeiras corridas entre nós revelavam o fascínio pelos motores, motores a combustão interna, ou como se dizia
motor a petróleo. As revoluções que trouxeram o motor a vapor e o motor elétrico, agora davam novo salto. (Noutro momento trataremos disso).
Cidades brasileiras cresciam e recebiam imigrantes e migrantes, as carroças davam lugar aos bondes e aos primeiros carros. Imigrantes, muitas vezes,
traziam em suas bagagens a cultura da engenharia de motores que transformava o mundo.
As corridas de carroças já não satisfaziam mais, havia o motor a petróleo que recriava a maneira de construir os carros. Veículos e seus motoristas, bólidos e pilotos.
Os veículos que chegavam, o Brasil não era sociedade dedicada à fabricação (projeto, desenvolvimento e construção) eram poucos.
Custavam caros e importá-los era operação onerosa e demorada. Os poucos veículos tinham à sua disposição cidades que cresciam de forma acelerada, havia ainda grandes áreas livres.
Carros e grandes áreas somadas ao desejo de aventurar-se na batalha de motores era tudo de que precisavam os primeiros motoristas que se aventuravam no campo da velocidade.

(continua)

(por Jorge Dabuz)