Crônicas de um pai: mamar
Houve um tempo em que Maria ficava aninhada no colo de sua mãe para mamar. Tranquila e serena nossa filha mamava e adormecia. Os pássaros que nos visitam e largam sementes em nosso quintal cochicharam algo junto ao ouvido de nossa filha sobre o que há além do nosso telhado, nunca mais Maria foi a mesma, agora, ela quer se sentar e mamar, escalar a sua mãe e mamar, girar o rosto para acompanhar o que há ao seu redor e, no mesmo movimento, mamar.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Crônicas de um pai: mamar
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Crônicas de um pai: fazer de conta
Crônicas de um pai: fazer de conta
As brincadeiras são outras, agora. Os últimos dias revelaram o crescimento de Maria Luíza a partir de sua maneira de brincar. Acostumada a ver as vasilhas coloridas que lhe servem de prato para as suas refeições, habituada a receber colheradas em sua boca, Luíza aprendeu a repetir o gesto, aprendeu a usar os seus brinquedos em sua alimentação de faz de conta, aprendeu a levar à boca dos pais as suas colheradas imaginárias. Ela aprendeu e agora está a repetir. Eu a observo entre uma colherada e outra que sou chamado a saborear. Minha filha está agora em mundo no qual ela assume papel próprio e é a partir daí que nos chama para brincar. As brincadeiras mudaram de cor.
As brincadeiras são outras, agora. Os últimos dias revelaram o crescimento de Maria Luíza a partir de sua maneira de brincar. Acostumada a ver as vasilhas coloridas que lhe servem de prato para as suas refeições, habituada a receber colheradas em sua boca, Luíza aprendeu a repetir o gesto, aprendeu a usar os seus brinquedos em sua alimentação de faz de conta, aprendeu a levar à boca dos pais as suas colheradas imaginárias. Ela aprendeu e agora está a repetir. Eu a observo entre uma colherada e outra que sou chamado a saborear. Minha filha está agora em mundo no qual ela assume papel próprio e é a partir daí que nos chama para brincar. As brincadeiras mudaram de cor.
Crônicas de um pai: 1 ano de vida
Crônicas de um pai: 1 ano de vida
Chegou o dia, Maria Luíza chega ao seu primeiro aniversário. Estamos há dias a celebrar, nada mais justo e próprio. Nossa pequena bate palmas e percebe que ao seu redor estão a cantar, estão a lhe dizer que é tempo de alegrias.
A semana que passou, recordamos das horas que antecederam ao nascimento. Os exames sem fim, o ambiente hospitalar e a cadeira na qual eu repousava olhando para Vany e Luíza.
ps. em virtude de meus problemas de saúde as crônicas estão atrasadas. há casos, como a presente que foi redigida e ficou esquecida em meu celular. escritas pela manhã depois que deixo minha filha no berçário as crônicas são carregadas à noite, todavia, a febre me dobrou durante semanas, aos poucos recomeçamos.
Chegou o dia, Maria Luíza chega ao seu primeiro aniversário. Estamos há dias a celebrar, nada mais justo e próprio. Nossa pequena bate palmas e percebe que ao seu redor estão a cantar, estão a lhe dizer que é tempo de alegrias.
A semana que passou, recordamos das horas que antecederam ao nascimento. Os exames sem fim, o ambiente hospitalar e a cadeira na qual eu repousava olhando para Vany e Luíza.
ps. em virtude de meus problemas de saúde as crônicas estão atrasadas. há casos, como a presente que foi redigida e ficou esquecida em meu celular. escritas pela manhã depois que deixo minha filha no berçário as crônicas são carregadas à noite, todavia, a febre me dobrou durante semanas, aos poucos recomeçamos.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Crônicas de um pai: minha madrinha
Crônicas de um pai: minha madrinha
Sou dos dias em que madrinhas eram especiais em nossas vidas, minha madrinha era a irmã mais nova de minha mãe. Tão parecidas e tão lindas. Minha mãe partiu e minha filha descobre nos seus olhos de sua tia-avó a própria avó. Coisas de meninas.
Sou dos dias em que madrinhas eram especiais em nossas vidas, minha madrinha era a irmã mais nova de minha mãe. Tão parecidas e tão lindas. Minha mãe partiu e minha filha descobre nos seus olhos de sua tia-avó a própria avó. Coisas de meninas.
Crônicas de um pai: O elefante Pingo
Crônicas de um pai: O Elefante Pingo
Os finais de semana nos deram a oportunidade de visitarmos pessoas queridas. Tia Lídia abriu as portas de sua casa e nos recebeu para celebrarmos o primeiro ano de vida de nossa filha. Sandra, Fábio, Giovana, Bianca e Fábio (noivo da Bianca) desdobraram-se, aprontaram os seus sorrisos lindos e nos abraçaram, abraçaram a pequena Maria, sobrinha-neta, prima e bebê pronto a celebrar.
Luíza manda dizer que o nome do Elefante será, tal como sugestão da Bianca, Pingo. Manda também dizer que o sorriso do seu noivo é cativante: "adoro sorrisos".
Os finais de semana nos deram a oportunidade de visitarmos pessoas queridas. Tia Lídia abriu as portas de sua casa e nos recebeu para celebrarmos o primeiro ano de vida de nossa filha. Sandra, Fábio, Giovana, Bianca e Fábio (noivo da Bianca) desdobraram-se, aprontaram os seus sorrisos lindos e nos abraçaram, abraçaram a pequena Maria, sobrinha-neta, prima e bebê pronto a celebrar.
Luíza manda dizer que o nome do Elefante será, tal como sugestão da Bianca, Pingo. Manda também dizer que o sorriso do seu noivo é cativante: "adoro sorrisos".
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Crônicas de um pai: A bolsa de Maria Luíza
Crônicas de um pai: A bolsa de Maria Luíza
Caixas e bolsas, mochilas e carteiras despertam a sua atenção. Os brinquedos no chão são menos do que a bolsa que está sobre a cadeira. Sentada tem tudo ao seu alcance, a bolsa distante a chama. O que a fascina parece ser o ato de guardar. Aos seus olhos, creio, está o fascínio da descoberta. 'O que há aqui?, 'o que é isso?'. Escala a cadeira e chama as bolsas para que venham brincar no chão. Lá fica ela, abre e retira o que encontra. Examina e leva à boca bebê, algumas vezes bate um objeto contra o outro como quem pergunta 'quem são vocês?'. Maria Luíza deve entender a linguagem de cada um deles e lhes oferece aquela atenção de quem sabe onde está, depois, constrói frases longas.
Caixas e bolsas, mochilas e carteiras despertam a sua atenção. Os brinquedos no chão são menos do que a bolsa que está sobre a cadeira. Sentada tem tudo ao seu alcance, a bolsa distante a chama. O que a fascina parece ser o ato de guardar. Aos seus olhos, creio, está o fascínio da descoberta. 'O que há aqui?, 'o que é isso?'. Escala a cadeira e chama as bolsas para que venham brincar no chão. Lá fica ela, abre e retira o que encontra. Examina e leva à boca bebê, algumas vezes bate um objeto contra o outro como quem pergunta 'quem são vocês?'. Maria Luíza deve entender a linguagem de cada um deles e lhes oferece aquela atenção de quem sabe onde está, depois, constrói frases longas.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Crônicas de um pai: (dores)
Crônicas de um pai: (dores)
aprende-se sempre, a paternidade pede que se descubra o que está além do braço e do olhar a todo instante. as últimas semanas trouxeram o que com segurança é o mais difícil de se aprender: padecer. semanas longas de noites intermináveis, sofri os horrores de febre intermitente sem causa identificada, mediquei-me para a pressão alta e fui espetado um sem número de vezes. tudo quanto vivi - e vivo - pede que eu olhe para a minha família de forma diferente. não quero deixá-los, preciso me cuidar e descobrir o que me faz sentir dores e desconforto sem fim. voltar-se para a filha e sentir que lhe faltam forças e que está tonto de dor é sensação pavorosa. estou aqui a tentar, buscarei melhores dias.
beijo, vany!
beijo, luíza!
aprende-se sempre, a paternidade pede que se descubra o que está além do braço e do olhar a todo instante. as últimas semanas trouxeram o que com segurança é o mais difícil de se aprender: padecer. semanas longas de noites intermináveis, sofri os horrores de febre intermitente sem causa identificada, mediquei-me para a pressão alta e fui espetado um sem número de vezes. tudo quanto vivi - e vivo - pede que eu olhe para a minha família de forma diferente. não quero deixá-los, preciso me cuidar e descobrir o que me faz sentir dores e desconforto sem fim. voltar-se para a filha e sentir que lhe faltam forças e que está tonto de dor é sensação pavorosa. estou aqui a tentar, buscarei melhores dias.
beijo, vany!
beijo, luíza!
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