Crônicas de um pai: reciclar as roupas
(não há coincidências)
Ainda ontem recordava de vestido que Maria Luíza ganhou da querida Fátima. Marinho com bolas brancas. Tudo aconteceu a partir de comentário deixado pela Fátima em uma rede social. Cansada daqueles que apenas veem imagens, decidiu postar texto no qual pedia que registrassem uma lembrança compartilhada com ela. A minha foi o vestido que ganhei de presente.
Ao retornar para casa, Vany e Maria me aguardavam à entrada de nossa casa. Fui saudado de forma efusiva e calorosa. Maria gritava ao me ver, acredito-me alguém, sinto-me cheio de graça e importância nessas horas.
Maria usava o vestido marinho, no entanto, havia algo de diferente. O vestido não lhe servia mais e, além disso, ela usava calça que lhe deixava as canelas de fora. Vany, cheia de paciência, explicou-me: agora o vestido é uma bata e a calça que não lhe cabe é uma legging.
Maria ria da minha tontice em suas roupas novas e cochichou: "isso se chama de 'repaginar' o guarda-roupa, nada tem a ver com reciclagem, baba!!".
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Crônicas de um pai: reciclar as roupas
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Crônicas de um pai: Maria Luíza quer andar
Crônicas de um pai: Maria Luíza quer andar
Os dias são mais longos, a noite do nosso bem demora a chegar. Nossa pequena Maria não deseja dormir cedo, não raro ela coloca os pais para dormir enquanto ela segue desperta e disposta. Eu e Vany sabemos que em breve Maria andará. Escalar os pais e os móveis já ficou para trás, cada vez mais ela procura se equilibrar, a coordenação de pernas e pés dá sinais de evolução. Nas últimas horas Vany presenciou Maria de pé em cima da cama por uns poucos segundos. A mãe estava emocionada, brincava com a filha quando ela conseguiu equilibrar-se sozinha. Maria sentiu o gosto de ficar de pé. Os treinos são, agora, diários e intermináveis. Avançam noite adentro e, muitas vezes, despertam a madrugada. Maria Luíza quer andar.
Os dias são mais longos, a noite do nosso bem demora a chegar. Nossa pequena Maria não deseja dormir cedo, não raro ela coloca os pais para dormir enquanto ela segue desperta e disposta. Eu e Vany sabemos que em breve Maria andará. Escalar os pais e os móveis já ficou para trás, cada vez mais ela procura se equilibrar, a coordenação de pernas e pés dá sinais de evolução. Nas últimas horas Vany presenciou Maria de pé em cima da cama por uns poucos segundos. A mãe estava emocionada, brincava com a filha quando ela conseguiu equilibrar-se sozinha. Maria sentiu o gosto de ficar de pé. Os treinos são, agora, diários e intermináveis. Avançam noite adentro e, muitas vezes, despertam a madrugada. Maria Luíza quer andar.
Crônicas de um pai: a Primavera chegou
Crônicas de um pai: a Primavera chegou
Os dias de sol e de cores vivas chegaram. Os sabiás da rua voltaram de longe, buscam o céu azul do bairro e as floradas da semana. Maria Luíza aprendeu a ver as novas cores e temperaturas que a Primavera usa em seus habituais parques de brincar. Aprendeu a se sentar na areia e a molhar os pés na água. Divertiu-se com a sua mãe e disse com todas as letras que desejava as suas mãos livres para tocar e sentir o mundo que a rodeia. Sorriu encantada e buscou em sua memória a Primavera do ano passado, a Primavera em que nasceu. Não a encontrou, esqueceu-se e decidiu-se que vai criar a sua primeira estação de pássaros e de flores.
ps. há quem diga que ela chegará na semana próxima, francamente, em nosso bairro ela já deu o ar da graça..
Os dias de sol e de cores vivas chegaram. Os sabiás da rua voltaram de longe, buscam o céu azul do bairro e as floradas da semana. Maria Luíza aprendeu a ver as novas cores e temperaturas que a Primavera usa em seus habituais parques de brincar. Aprendeu a se sentar na areia e a molhar os pés na água. Divertiu-se com a sua mãe e disse com todas as letras que desejava as suas mãos livres para tocar e sentir o mundo que a rodeia. Sorriu encantada e buscou em sua memória a Primavera do ano passado, a Primavera em que nasceu. Não a encontrou, esqueceu-se e decidiu-se que vai criar a sua primeira estação de pássaros e de flores.
ps. há quem diga que ela chegará na semana próxima, francamente, em nosso bairro ela já deu o ar da graça..
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Crônicas de um pai: ser recebido aos gritos
Crônicas de um pai: ser recebido aos gritos
A memória dos dias, os rostos conhecidos, a invenção de rotinas, tudo ajuda nossa Maria a formar o seu repertório de pessoas e de situações. Ela reconhece, sabe o que vem depois e, desta forma, desenvolve a sua personalidade de bebê.
Hoje, ao retornar para casa, Maria Luíza me viu abrindo o portão do nosso sobrado. Ela estava no colo de sua mãe e começou a gritar. Ainda da rua eu ouvia os seus sinais de saudação amorosa, senti-me alguém para ela, senti-me alguém para a minha família.
O sorriso cheio de dentes, o jeito charmoso como recolhe o rosto e o enterra no peito de sua mãe me diziam que ela queria chamar a minha atenção.
Aqui estou Maria Luíza, venha me dar um abraço e um beijo molhado!
A memória dos dias, os rostos conhecidos, a invenção de rotinas, tudo ajuda nossa Maria a formar o seu repertório de pessoas e de situações. Ela reconhece, sabe o que vem depois e, desta forma, desenvolve a sua personalidade de bebê.
Hoje, ao retornar para casa, Maria Luíza me viu abrindo o portão do nosso sobrado. Ela estava no colo de sua mãe e começou a gritar. Ainda da rua eu ouvia os seus sinais de saudação amorosa, senti-me alguém para ela, senti-me alguém para a minha família.
O sorriso cheio de dentes, o jeito charmoso como recolhe o rosto e o enterra no peito de sua mãe me diziam que ela queria chamar a minha atenção.
Aqui estou Maria Luíza, venha me dar um abraço e um beijo molhado!
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Crônicas de um pai: as cores da pulseira
Crônicas de um pai: as cores da pulseira
Bem que as cores das pulseiras aqui tratadas poderiam falar das criações e brincadeiras de uma menina. Cores e formatos de pulseiras e de gargantilhas, quem dera.
As cores das pulseiras, ao menos hoje, são as dos hospitais. Quando as cores que oferecem à sua filha mudam o peito dos pais fica apertado. A cor nos hospitais sinaliza a gravidade e a urgência. Ela separa e encaminha, cá estamos nós a decifrar o que dizem os sinais e os diagnósticos. Dois médicos, sala de medicamentos, sala de espera, elevador e essa vontade de ir embora com a certeza de que ficaremos bem.
Noutro dia as cores das pulseiras serão lúdicas, não haverá senões.
Bem que as cores das pulseiras aqui tratadas poderiam falar das criações e brincadeiras de uma menina. Cores e formatos de pulseiras e de gargantilhas, quem dera.
As cores das pulseiras, ao menos hoje, são as dos hospitais. Quando as cores que oferecem à sua filha mudam o peito dos pais fica apertado. A cor nos hospitais sinaliza a gravidade e a urgência. Ela separa e encaminha, cá estamos nós a decifrar o que dizem os sinais e os diagnósticos. Dois médicos, sala de medicamentos, sala de espera, elevador e essa vontade de ir embora com a certeza de que ficaremos bem.
Noutro dia as cores das pulseiras serão lúdicas, não haverá senões.
domingo, 3 de setembro de 2017
Crônicas de um pai: alegrar o mundo
Crônicas de um pai: alegrar o mundo
Não está apenas no fato de Maria ser um bebê, digo isso pois há da parte do mundo que nos rodeia uma recepção singular quando o assunto é uma criança pequena. O que fazem e como o fazem é assunto, desperta a atenção e rende histórias e risadas.
Maria desperta mais. Fico a me perguntar sobre a sua singela capacidade de retomar o tempo ao instaurar paradas e esparrar portas e atalhos.
Fomos ao mercado logo cedo e encontramos amigas de minha mãe. Encontrá-las e receber o seu carinho me deixou saudoso. Peço que Maria Luíza lhe traga alento e a ajude a soltar a risada cheia e feliz que conheci. Não fui capaz de lhe trazer o sorriso farto, rogo que a neta cumpra o seu papel e talento.
ps. minha mãe mora em lugar dentro de mim e é de lá que todos os dias ela sai para brincar com a sua neta.
Não está apenas no fato de Maria ser um bebê, digo isso pois há da parte do mundo que nos rodeia uma recepção singular quando o assunto é uma criança pequena. O que fazem e como o fazem é assunto, desperta a atenção e rende histórias e risadas.
Maria desperta mais. Fico a me perguntar sobre a sua singela capacidade de retomar o tempo ao instaurar paradas e esparrar portas e atalhos.
Fomos ao mercado logo cedo e encontramos amigas de minha mãe. Encontrá-las e receber o seu carinho me deixou saudoso. Peço que Maria Luíza lhe traga alento e a ajude a soltar a risada cheia e feliz que conheci. Não fui capaz de lhe trazer o sorriso farto, rogo que a neta cumpra o seu papel e talento.
ps. minha mãe mora em lugar dentro de mim e é de lá que todos os dias ela sai para brincar com a sua neta.
Crônicas de um pai: aos gritos
Crônicas de um pai: aos gritos
Maria aprendeu a gritar, sabe modular e escandir o seu berro bebê de acordo com a situação e a sua necessidade de expressão. Eles dizem muito de sua alegria, de sua disposição e de sua expectativa. Encontrar a mãe e o pai, por exemplo, estão entre as ocasiões que ela extravasa o seu grito. É impagável retornar à sua casa e ser saudado aos berros por uma menina que está engatinhando. Se o dia lhe reservou contratempos, nada resiste a isso. Estou em casa, o caos ficou para trás.
Maria aprendeu a gritar, sabe modular e escandir o seu berro bebê de acordo com a situação e a sua necessidade de expressão. Eles dizem muito de sua alegria, de sua disposição e de sua expectativa. Encontrar a mãe e o pai, por exemplo, estão entre as ocasiões que ela extravasa o seu grito. É impagável retornar à sua casa e ser saudado aos berros por uma menina que está engatinhando. Se o dia lhe reservou contratempos, nada resiste a isso. Estou em casa, o caos ficou para trás.
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