À hora do jantar Maria Luíza estava comigo, sentada em meu colo. Ela já havia jantado, agora era a minha vez. Sentados à mesa, eu e Vany conversávamos sobre tudo e mais alguma coisa. Lá pelas tantas, espetei um brócolis do meu prato. Conversa vai, conversa vem deixei o garfo e o brócolis suspensos no ar. Até agora não sei o que aconteceu, o brócolis desapareceu misteriosamente. Maria nada respondeu a respeito do sumiço e vejo apenas a sua boquinha a trabalhar.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Crônica de um pai: o sumiço do brócolis
Crônica de um pai: o sumiço do brócolis
À hora do jantar Maria Luíza estava comigo, sentada em meu colo. Ela já havia jantado, agora era a minha vez. Sentados à mesa, eu e Vany conversávamos sobre tudo e mais alguma coisa. Lá pelas tantas, espetei um brócolis do meu prato. Conversa vai, conversa vem deixei o garfo e o brócolis suspensos no ar. Até agora não sei o que aconteceu, o brócolis desapareceu misteriosamente. Maria nada respondeu a respeito do sumiço e vejo apenas a sua boquinha a trabalhar.
À hora do jantar Maria Luíza estava comigo, sentada em meu colo. Ela já havia jantado, agora era a minha vez. Sentados à mesa, eu e Vany conversávamos sobre tudo e mais alguma coisa. Lá pelas tantas, espetei um brócolis do meu prato. Conversa vai, conversa vem deixei o garfo e o brócolis suspensos no ar. Até agora não sei o que aconteceu, o brócolis desapareceu misteriosamente. Maria nada respondeu a respeito do sumiço e vejo apenas a sua boquinha a trabalhar.
Crônicas de um pai: despedir-se
Crônicas de um pai: despedir-se
As feições de Maria são reveladoras. Combinadas ao seu silêncio ou à sua linguagem expressam o seu estado de espírito. Instantes atrás eu a deixei no berçário. A berçarista a recebeu generosa, Maria voltou seus olhos castanhos para mim com ar de quem não me perdoava por deixá-la. A menina que balançava os pés de contentamento quando eu a coloquei no carro na saída para o berçário, agora revelava o seu desconforto.
Eu lhe disse que era sexta é estaríamos juntos no final de semana, mas não houve conversa.
Tenho certeza que ela ficará bem, que brincará com todos e voltará a sorrir.
Tenho certeza que, logo mais, ao voltar para casa ela abrirá o seu sorriso de oito dentes e apertará seus olhos castanhos para me receber. Esticará os seus braços para buscar pelo meu beijo. Depois de festejar minha volta me dará as costas a buscar pela mãe como quem diz 'não me esqueci do que fez, mas seja bem-vindo'.
As feições de Maria são reveladoras. Combinadas ao seu silêncio ou à sua linguagem expressam o seu estado de espírito. Instantes atrás eu a deixei no berçário. A berçarista a recebeu generosa, Maria voltou seus olhos castanhos para mim com ar de quem não me perdoava por deixá-la. A menina que balançava os pés de contentamento quando eu a coloquei no carro na saída para o berçário, agora revelava o seu desconforto.
Eu lhe disse que era sexta é estaríamos juntos no final de semana, mas não houve conversa.
Tenho certeza que ela ficará bem, que brincará com todos e voltará a sorrir.
Tenho certeza que, logo mais, ao voltar para casa ela abrirá o seu sorriso de oito dentes e apertará seus olhos castanhos para me receber. Esticará os seus braços para buscar pelo meu beijo. Depois de festejar minha volta me dará as costas a buscar pela mãe como quem diz 'não me esqueci do que fez, mas seja bem-vindo'.
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Crônicas de um pai: sem fraldas
Crônicas de um pai: sem fraldas
Houve um tempo em que trocar fraldas era relaxante para Maria. Ela entendia o cuidado e agradecia oferecendo sorrisos.
Tempos depois ela sabia se sentar e não tinha paciência para trocar as fraldas. Acreditávamos que não poderia ser mais difícil, afinal seis pares de braços não bastavam para tanto bebê.
No tempo presente os céus fecharam e a tempestade está armada. A agilidade tantas vezes treinada ao longo do dia é traduzida em uma ginástica de alto impacto que exige o fôlego de um maratonista, os pais resistem bravamente. Maria gira sobre si mesma, levanta-se e escapa ligeira não sem antes gritar como quem diz 'vocês não me pegam'.
Quando começa o desfralde ?
Houve um tempo em que trocar fraldas era relaxante para Maria. Ela entendia o cuidado e agradecia oferecendo sorrisos.
Tempos depois ela sabia se sentar e não tinha paciência para trocar as fraldas. Acreditávamos que não poderia ser mais difícil, afinal seis pares de braços não bastavam para tanto bebê.
No tempo presente os céus fecharam e a tempestade está armada. A agilidade tantas vezes treinada ao longo do dia é traduzida em uma ginástica de alto impacto que exige o fôlego de um maratonista, os pais resistem bravamente. Maria gira sobre si mesma, levanta-se e escapa ligeira não sem antes gritar como quem diz 'vocês não me pegam'.
Quando começa o desfralde ?
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Crônica de um pai: ciúmes, ciúmes de você
Crônica de um pai: ciúmes, ciúmes de você
No ano passado compramos uma boneca da Mônica para Maria Luíza, a ideia era povoar o quarto com um brinquedo, dar ar de quarto de menina. Era cedo demais para brinquedo assim, estava lá apenas para compor a paisagem do quarto de nossa filha. O tempo passou e Maria descobriu a boneca e começou a se divertir, entabulou conversas e tudo mais.
Nas últimas semanas, no entanto, pintou ciúme, pelo menos é o que eu e Vany acreditamos. Quando eu peguei a boneca da a Mônica e a coloquei em meu colo, Maria Luíza protestou e a tirou. Eu e Vany não acreditávamos na cena de ciúmes e abusamos da paciência curta de Maria Luíza. A mãe tornou a pegar a boneca e disse que daria de mamar, o tempo tornou a fechar, Maria protestou novamente e ocupou o lugar da boneca no colo da mãe.
Nossas intenções eram as melhores, assim achávamos, mas as relações estão estremecidas entre a nossa Maria e a Mônica.
No ano passado compramos uma boneca da Mônica para Maria Luíza, a ideia era povoar o quarto com um brinquedo, dar ar de quarto de menina. Era cedo demais para brinquedo assim, estava lá apenas para compor a paisagem do quarto de nossa filha. O tempo passou e Maria descobriu a boneca e começou a se divertir, entabulou conversas e tudo mais.
Nas últimas semanas, no entanto, pintou ciúme, pelo menos é o que eu e Vany acreditamos. Quando eu peguei a boneca da a Mônica e a coloquei em meu colo, Maria Luíza protestou e a tirou. Eu e Vany não acreditávamos na cena de ciúmes e abusamos da paciência curta de Maria Luíza. A mãe tornou a pegar a boneca e disse que daria de mamar, o tempo tornou a fechar, Maria protestou novamente e ocupou o lugar da boneca no colo da mãe.
Nossas intenções eram as melhores, assim achávamos, mas as relações estão estremecidas entre a nossa Maria e a Mônica.
Crônicas de um pai: virtudes
Crônicas de um pai: virtudes
Maria Luíza guarda em sua memória quem lhe quer bem, Dona Elisabeth ganhou o seu lugar. Generosa está sempre a oferecer o melhor de si e Maria não resiste às virtudes. Maria faz festa e se Dona Elisabeth olhar ainda que seja por um instante para o outro lado, Maria insistirá para ter mais das virtudes, mais do amor.
Maria Luíza guarda em sua memória quem lhe quer bem, Dona Elisabeth ganhou o seu lugar. Generosa está sempre a oferecer o melhor de si e Maria não resiste às virtudes. Maria faz festa e se Dona Elisabeth olhar ainda que seja por um instante para o outro lado, Maria insistirá para ter mais das virtudes, mais do amor.
Crônicas de um pai: 11 meses
Crônicas de um pai: 11 meses
Aos 11 meses sorrir e gritar são combinação constante. Vivemos a nos perguntar se Maria é nossa filha mesmo. Bênção que reorganiza a vida em nova direção a nossa pequena Maria Luíza está bem. Fala aos quatro ventos em sua linguagem. O que ela está a dizer? Acreditamos que aqui e ali há palavras: mamá para mamãe é a mais frequente. Os olhos são castanhos, cheios de disposição e de encantamento; marcados por sobrancelhas que lhe dão ar de quem quer celebrar. Andar sem descansar e brincar com tudo. Aos brinquedos de sua caixa, Maria junta outros. Sim à lata de leite vazia cuja sonoridade lhe permite ter o seu primeiro tamborzinho. Os pregadores da lavanderia - de plástico ou de madeira - de um tempo para cá andam livres pela casa. Alguns espécimes foram encontrados no berço de Maria.
Do lado esquerdo de seu rosto há pequena pinta que desenha uma de suas aventuras na terra dos sonhos.
Agora ela dorme, os braços deixam o quente do cobertor e se lançam para o alto. Movimento familiar que reafirma o pássaro que mora em sua alma de bebê. Qual anjo que repousa pronto para qualquer chamado Maria respira fundo e se ajeita em seu travesseiro.
Aos 11 meses ela diz: Bom dia, mundo! A vida é um milagre!
Aos 11 meses sorrir e gritar são combinação constante. Vivemos a nos perguntar se Maria é nossa filha mesmo. Bênção que reorganiza a vida em nova direção a nossa pequena Maria Luíza está bem. Fala aos quatro ventos em sua linguagem. O que ela está a dizer? Acreditamos que aqui e ali há palavras: mamá para mamãe é a mais frequente. Os olhos são castanhos, cheios de disposição e de encantamento; marcados por sobrancelhas que lhe dão ar de quem quer celebrar. Andar sem descansar e brincar com tudo. Aos brinquedos de sua caixa, Maria junta outros. Sim à lata de leite vazia cuja sonoridade lhe permite ter o seu primeiro tamborzinho. Os pregadores da lavanderia - de plástico ou de madeira - de um tempo para cá andam livres pela casa. Alguns espécimes foram encontrados no berço de Maria.
Do lado esquerdo de seu rosto há pequena pinta que desenha uma de suas aventuras na terra dos sonhos.
Agora ela dorme, os braços deixam o quente do cobertor e se lançam para o alto. Movimento familiar que reafirma o pássaro que mora em sua alma de bebê. Qual anjo que repousa pronto para qualquer chamado Maria respira fundo e se ajeita em seu travesseiro.
Aos 11 meses ela diz: Bom dia, mundo! A vida é um milagre!
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Crônicas de um pai: Reinações de Maria Luíza no berçário (3a. parte)
Crônicas de um pai: Reinações de Maria Luíza no berçário (3a. parte)
As imagens são claras. Hoje, dia da Árvore, a turma do Berçário 2 deveria plantar uma árvore. Bebês ao redor de um saco de terra vegetal e cada um a levar na mão um copo pequeno. Hora de brincar com o copo, hora de brincar com a terra, hora de encher o copo com a terra, hora de deitar a semente e regar. Maria estava lá, em uma das fotos ela se debruça sobre o saco para buscar a terra. Ela nada estranhou, acostumada que está em nossa casa a revolver os vasos de plantas.
Soube de tudo pela boca da mãe e pelas imagens capturadas dos flagrantes. Eu as encontrei à porta do supermercado, Maria carregava em sua mão bebê um pão de queijo, a mãe, cheia de orgulho, levava o copinho com a plantação da filha.
Feliz dia da Árvore! Parabéns aos que a ajudaram a brincar!
ps. banho Maria Luíza...olhe a cor de suas unhas...!! não vou falar duas vezes....!!
As imagens são claras. Hoje, dia da Árvore, a turma do Berçário 2 deveria plantar uma árvore. Bebês ao redor de um saco de terra vegetal e cada um a levar na mão um copo pequeno. Hora de brincar com o copo, hora de brincar com a terra, hora de encher o copo com a terra, hora de deitar a semente e regar. Maria estava lá, em uma das fotos ela se debruça sobre o saco para buscar a terra. Ela nada estranhou, acostumada que está em nossa casa a revolver os vasos de plantas.
Soube de tudo pela boca da mãe e pelas imagens capturadas dos flagrantes. Eu as encontrei à porta do supermercado, Maria carregava em sua mão bebê um pão de queijo, a mãe, cheia de orgulho, levava o copinho com a plantação da filha.
Feliz dia da Árvore! Parabéns aos que a ajudaram a brincar!
ps. banho Maria Luíza...olhe a cor de suas unhas...!! não vou falar duas vezes....!!
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