segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Crônicas de um pai: falar com as mãos

Crônicas de um pai: falar com as mãos

Maria Luíza fala aos quatro ventos, gesticula ao conversar encantada com as mãos cheias de dedos que dançam em frente aos seus vivos olhos. Eu e Vany agora sabemos que mesmo no berçário Maria tem o seu público. Falante e  disposta a desenhar o mundo aos seus ouvintes, Maria Luíza está lá contando suas histórias com o dedo indicador a apontar para o firmamento.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Crônicas de um pai: brincar com a sua filha

Crônicas de um pai: brincar com a sua filha

Sábado último, eu e Vany estivemos na escola de nossa filha. Aprendemos a brincar com ela, conhecemos e fomos conhecidos pelos responsáveis por cuidar de Maria ao longo da semana. As salas e os seus segredos, os espaços e suas paisagens lúdicas foram ocupados por dezenas de pais. Durante alguns instantes nos fizemos pais e filhos reunidos na casa que todos os dias acolhe nossos pequenos herdeiros. Foi um sábado diferente, houve mesmo lugar para que eu e Vany - Maria entre nós - dançássemos uma valsa.
Grato, grato pelo dia!!
Abraços cordiais!!

Crônicas de um pai: a música

Crônicas de um pai: a música

O tema do 'Revelando São Paulo' era o  Divino Espírito Santo. Havia lugar, todavia, para todas as manifestações de Deus, havia respeito e concórdia. Da mesma maneira como as comidas e aromas se misturavam, homens e mulheres dançavam as suas heranças de festas. Ao chegarmos pela manhã, Maria Luíza dormia, ressonava serena e encolhida; encolhida, pois, Maria cresceu e o colo de sua mãe a cada dia perde espaço, torna-se um pouco menor enquanto Maria cresce. Caminhávamos os três quando os sons de festeiros coloridos chegou aos nossos ouvidos, de pronto, Maria abriu os seus olhos, levantou-se e ergueu a sua mão como quem busca despertar e ao mesmo tempo apontar para o caminho que se vai seguir. O sono ficou para trás, Maria vestiu-se para a festa que viveria junto aos pais.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Crônicas de um pai: a escalada

Crônicas de um pai: a escalada

Há uma casa inteira pela frente, rotas a serem palmilhadas centenas de vezes; concluída a série é preciso recomeçar, refazer roteiros, criar novas brincadeiras, descobrir texturas, aprender a diferença entre a verdura de nossa geladeira e as folhas verdes de nossos vasos. Assim são os dias, eles começam com gesto simples e supremo. Maria engatinha e busca pelas nossas pernas, quando as encontra, escala com as suas pequenas mãos e ao se colocar de pé nos diz do que precisa, nos segreda as suas expectativas e vontades. Mãos de bebê a nos chamar, nos voltamos para ela e ofertamos as nossas mãos para a jornada que começa agora. A casa é pequena e os roteiros são infinitos.

Crônicas de um pai: o espaço

Crônicas de um pai: o espaço

É assim que saúdo as suas peripécias pela casa e pelos lugares que visita. Frase de seriado de TV, frase que falava de uma espaçonave que viajava por mundos e galáxias desconhecidos, seres estranhos e excêntricos aos montes. Maria Luíza, hoje, está a escrever o seu diário de bordo e de impressões, compõe a sua cartilha e manual para ler e viver o mundo ao seu redor. Hoje, Maria é a capitã da nova espaçonave o conhecer lugares 'nos quais mulher alguma jamais esteve'.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Crônicas de um pai: o nascimento dos dentes

Crônicas de um pai: o nascimento dos dentes

Os dentes são um capítulo longo e cheio de contratempos e de febres, de choro sofrido e de dengo charmoso. Maria começou cedo, já no terceiro mês apareceram os primeiros sinais da dentição, infelizmente, alguns dentes anunciam anunciam e nada de se mostrarem. Os molares estão gritando, as gengivas incham e regridem ao sabor dos dias. Capítulo longo e difícil, sobretudo ao cair da noite quando receios de bebê levam nossa Maria a ficar chorosa e desejosa de colo e de cafuné.

(vai passar, meu amor! eu lhe prometo!)

domingo, 19 de novembro de 2017

Crônicas de um pai: as palavras

Crônicas de um pai: as palavras

Há tempos as longas frases de Maria Luíza chamavam a nossa atenção, a coleção de vogais e consoantes preenchiam o espaço de nossa casa. Nossa filha estava ali em seus exercícios de linguagem. Hoje, dia 19 de novembro, aos 13 meses (ou quase) de idade algo mudou de forma definitiva. Se nas últimas semanas éramos capazes de perceber que as frases guardavam e escondiam palavras, se nos dávamos conta que aqui e ali Maria Luíza parecia nos responder, agora junto aos longos períodos surgiram frases curtas e diretas. A capacidade de interação e de comunicação deu um salto de um dia para o outro. Nossa filha nos responde e atende ao nosso chamado. Ela nos pede que a ajudemos a ser a pequena Maria.