Crônicas de um pai: Nossa Senhora de Lourdes
Tantas mudanças e novas justo no dia em que Maria Luíza ganhou de presente uma pequena imagem de Nossa Senhora de Lourdes.
Hora de agradecer, hora de oferecer uma prece!
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Crônicas de um pai: dia de pediatra (ai, meu Deus!)
Crônicas de um pai: dia de pediatra (ai, meu Deus!)
Maria chegou aos 7 quilos, mede 67 cm no dia em que completa 5 meses e 10 dias. Maria deixou a sua médica perplexa com esses números e, ainda, com os seus dois primeiros dentes.
A dieta será outra, manteremos o leite, mas agora podemos comer frutas e legumes...Estamos assustados com a nova etapa de nossas vidas.
Em silêncio olho para a minha esposa e fico a imaginar maneiras de dizer obrigado, meios de tornar a sua vida mais amena e tranquila.
beijo, Vany!
beijo, Maria!
ps. ai, meu Deus!!
Maria chegou aos 7 quilos, mede 67 cm no dia em que completa 5 meses e 10 dias. Maria deixou a sua médica perplexa com esses números e, ainda, com os seus dois primeiros dentes.
A dieta será outra, manteremos o leite, mas agora podemos comer frutas e legumes...Estamos assustados com a nova etapa de nossas vidas.
Em silêncio olho para a minha esposa e fico a imaginar maneiras de dizer obrigado, meios de tornar a sua vida mais amena e tranquila.
beijo, Vany!
beijo, Maria!
ps. ai, meu Deus!!
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Crônicas de um pai: nada como antes
Crônicas de um pai: nada como antes
Maria não se senta mais como antes, a firmeza e a coordenação lhe dão agilidade e capacidade de interagir. Maria não se alimenta mais como antes, o tamanho da mamadeira e da vasilha de mingau são outros, cresceram.
Maria não nos olha mais como antes, ganhamos afagos e puxões de cabelo.
Maria não fala mais como antes, agora, descobriu fonemas e pode levar minutos em seus exercícios vocais.
Maria não veste como antes, mais da metade de seu enxoval foi aposentado ou doado.
Maria não ri mais como antes, oferece gargalhadas.
Maria não exibe as suas mãos como antes, já as descobriu, treinou o quanto precisava e agora as usa para trazer o mundo para perto de si.
Maria não brinca mais como antes, conta as suas próprias histórias de encantamento entre as plantas do quintal
ps. sim, é bom vê-la crescer, mas que me seja permitido dizer que sinto saudades dos dias em que ela pequenina ficava aninhada em meu peito e dormia; hoje, crescida, não adormece mais em meu colo.
Maria não se senta mais como antes, a firmeza e a coordenação lhe dão agilidade e capacidade de interagir. Maria não se alimenta mais como antes, o tamanho da mamadeira e da vasilha de mingau são outros, cresceram.
Maria não nos olha mais como antes, ganhamos afagos e puxões de cabelo.
Maria não fala mais como antes, agora, descobriu fonemas e pode levar minutos em seus exercícios vocais.
Maria não veste como antes, mais da metade de seu enxoval foi aposentado ou doado.
Maria não ri mais como antes, oferece gargalhadas.
Maria não exibe as suas mãos como antes, já as descobriu, treinou o quanto precisava e agora as usa para trazer o mundo para perto de si.
Maria não brinca mais como antes, conta as suas próprias histórias de encantamento entre as plantas do quintal
ps. sim, é bom vê-la crescer, mas que me seja permitido dizer que sinto saudades dos dias em que ela pequenina ficava aninhada em meu peito e dormia; hoje, crescida, não adormece mais em meu colo.
Crônicas de um pai: livro de comer
Crônicas de um pai: livro de comer
O livro de banho definitivamente faz enorme sucesso com Maria Luíza. Mordedores, bonecas e balões são campeões de atenção, mas nada que lhes permita chegar perto do livro de banho. Aliás, ela não o usa no banho, apenas em todas os demais cômodos e em todas as situações imagináveis.
Sim, Maria será uma devoradora de livros, por ora, ela, de fato, os leva a boca para mordê-los ou erguê-los acima de sua cabeça e, assim, mostrar a todos que está se divertindo.
Beijo, filha!
Ps. Há apenas um outro objeto que ameaça o livro de banho, uma tampa de cor amarela que servia a um achocolatado. Brincar é o verbo para entender até onde o mundo chega!
O livro de banho definitivamente faz enorme sucesso com Maria Luíza. Mordedores, bonecas e balões são campeões de atenção, mas nada que lhes permita chegar perto do livro de banho. Aliás, ela não o usa no banho, apenas em todas os demais cômodos e em todas as situações imagináveis.
Sim, Maria será uma devoradora de livros, por ora, ela, de fato, os leva a boca para mordê-los ou erguê-los acima de sua cabeça e, assim, mostrar a todos que está se divertindo.
Beijo, filha!
Ps. Há apenas um outro objeto que ameaça o livro de banho, uma tampa de cor amarela que servia a um achocolatado. Brincar é o verbo para entender até onde o mundo chega!
terça-feira, 4 de abril de 2017
Crônicas de um pai: perfume do bem
Crônicas de um pai: o perfume do bem
O passar dos dias confere contornos, cores e cheiros ao solar em que vivemos. Eu trago o meu bem para perto e sinto o seu perfume, mordisco a sua pele bebê. Maria está inteira em meus braços, ensaia palavras, experimenta sons e confidencia os seus interesses e sonhos. Cúmplice digo-lhe que poderá contar comigo. Por um instante, eu me pergunto sobre a sua memória. Do que ela se lembrará ? De quem ela se lembrará ? Por ora, devo me dedicar aos seus brilhos confiar no porvir.
O passar dos dias confere contornos, cores e cheiros ao solar em que vivemos. Eu trago o meu bem para perto e sinto o seu perfume, mordisco a sua pele bebê. Maria está inteira em meus braços, ensaia palavras, experimenta sons e confidencia os seus interesses e sonhos. Cúmplice digo-lhe que poderá contar comigo. Por um instante, eu me pergunto sobre a sua memória. Do que ela se lembrará ? De quem ela se lembrará ? Por ora, devo me dedicar aos seus brilhos confiar no porvir.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Crônicas de um pai: ela perguntou sobre o pai?
Crônicas de um pai: ela perguntou sobre o pai?
O pai bobo tolo telefona para ter notícias do retorno da esposa e da filha. (Se cabe ao pai o desconfortável tarefa de deixar a filha no berçário, a mãe tem o privilégio de restaurar a família trazendo a filha de volta à casa).
Depois de perguntar se mãe e filha estão bem, lança um 'ela perguntou?. Desejo confessado de se sentir relevante e importante na vida da pequena Maria. Receio de ser esquecido e preterido pelo colo de alguma berçarista.
A mãe, generosa, e ciente da fragilidade emocional do pai bobo tolo ensaia lindas respostas que o enchem de alegria.
O pai bobo tolo telefona para ter notícias do retorno da esposa e da filha. (Se cabe ao pai o desconfortável tarefa de deixar a filha no berçário, a mãe tem o privilégio de restaurar a família trazendo a filha de volta à casa).
Depois de perguntar se mãe e filha estão bem, lança um 'ela perguntou?. Desejo confessado de se sentir relevante e importante na vida da pequena Maria. Receio de ser esquecido e preterido pelo colo de alguma berçarista.
A mãe, generosa, e ciente da fragilidade emocional do pai bobo tolo ensaia lindas respostas que o enchem de alegria.
Crônicas de um pai: Segunda-feira
Crônicas de um pai: Segunda-feira
Após um final de semana em família, a segunda-feita reinicia o ciclo de jornadas longe de casa, de períodos afastados. Deixá-la no berçário, depois de tantas descobertas e transformações é pedir que você se afaste de sua melhor parte, é pedir que o dom que lhe foi ofertado fique distante. Aperta o coração.
A cada dia, Maria é outra. Segurar com as próprias mãos a colher que lhe serve o mingau é do passado. Eu e Vany acreditamos que algumas palavras e frases já fazem sentido para a nossa pequena. Ela nos ouve, ela nos segue e sorri para nós. Aos nossos olhos, a caminhada difícil que nos trouxe até aqui, de um instante para o outro ganha alento. Maria nos leva de volta aos dias felizes que todos nós tivemos. Ela nos restaura, purga dores e nos ensina a dignidade que um sorriso confere.
A vida é um dom, ouvir a vida é o que esquecemos de fazer. Quão difícil é não se esquecer das lições que realmente contam.
Grato, grato, grato!
Após um final de semana em família, a segunda-feita reinicia o ciclo de jornadas longe de casa, de períodos afastados. Deixá-la no berçário, depois de tantas descobertas e transformações é pedir que você se afaste de sua melhor parte, é pedir que o dom que lhe foi ofertado fique distante. Aperta o coração.
A cada dia, Maria é outra. Segurar com as próprias mãos a colher que lhe serve o mingau é do passado. Eu e Vany acreditamos que algumas palavras e frases já fazem sentido para a nossa pequena. Ela nos ouve, ela nos segue e sorri para nós. Aos nossos olhos, a caminhada difícil que nos trouxe até aqui, de um instante para o outro ganha alento. Maria nos leva de volta aos dias felizes que todos nós tivemos. Ela nos restaura, purga dores e nos ensina a dignidade que um sorriso confere.
A vida é um dom, ouvir a vida é o que esquecemos de fazer. Quão difícil é não se esquecer das lições que realmente contam.
Grato, grato, grato!
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