Crônicas de um pai: exame de sangue
Hoje, pela manhã, fizemos exames. É preciso saber se ambas estão bem. A gestação, a criação deu a Vany forças novas, outrora, mal aguentava fazer exame de sangue, agora, corajosa ao saber que é mãe comporta-se com disposição. O laboratório estava lotado, não consegui acompanhá-la às pequenas cabines de coleta, recomendações de enfermeiros chatos me impediram. Vany, instantes depois retornava, havia resolvido tudo e voltava sorrindo. A gestação deu-lhe forças para enfrentar os maiores desafios, até mesmo a perversa agulha de enfermeiros maluquinhos.
sábado, 3 de setembro de 2016
Crônicas de um pai: exame de sangue
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Notas de leitura: Ramón Otero Pedrayo (1888-1976)
Notas de leitura: Ramón Otero Pedrayo (1888-1976) [I]
Há autores que nos acompanham. A leitura de uma obra, a fascinação e a experiência de uma jornada em companhia de um autor/inventor cria vínculo perene. Entre os meus conhecidos está o escritor Otero Pedrayo. Sentimos saudades de nossos amigos, saudades de suas obras, das linhas e da sintaxe, da maneira como pinta a página em branco dos seus cadernos para compor.
(continua)
Há autores que nos acompanham. A leitura de uma obra, a fascinação e a experiência de uma jornada em companhia de um autor/inventor cria vínculo perene. Entre os meus conhecidos está o escritor Otero Pedrayo. Sentimos saudades de nossos amigos, saudades de suas obras, das linhas e da sintaxe, da maneira como pinta a página em branco dos seus cadernos para compor.
(continua)
Crônicas de um pai: Dona Vany, a mãe
Crônicas de um pai: Dona Vany, a mãe
Quando me decidi pelo blog para falar dos dias que vivo, imaginei algo que me permitisse expressar e dar nome/palavra ao afeto e ao agradecimento. Chamei a série de 'Crônicas de um pai', melhor seria chamá-la de 'Crônicas de um marido'. Chamar-se de pai é impossível sem o compromisso sincero e generoso, encantador e completo de um casal. Dona Vany é a responsável, por isso, enquanto ela tomba de sono ao meu lado, sussurro: Amo!
Quando me decidi pelo blog para falar dos dias que vivo, imaginei algo que me permitisse expressar e dar nome/palavra ao afeto e ao agradecimento. Chamei a série de 'Crônicas de um pai', melhor seria chamá-la de 'Crônicas de um marido'. Chamar-se de pai é impossível sem o compromisso sincero e generoso, encantador e completo de um casal. Dona Vany é a responsável, por isso, enquanto ela tomba de sono ao meu lado, sussurro: Amo!
Crônicas de um pai: as gavetas de Maria Luíza
Crônicas de um pai: as gavetas de Maria Luíza
Roupas lavadas e passadas, hora de guardá-las, dou-me conta de que as gavetas do pai diminuem, nossa pequena, ainda por chegar, ganhou territórios. Acima de tudo, ganhou nossos sorrisos largos e cheios de ternura, ganhou nossos abraços.
Percorrer lojas de roupas de bebê ensinou-me algo sobre roupas de crianças: as meninas tem corredores e prateleiras em quantidade sem fim, os meninos, ah! pobres meninos, ficaram com umas poucas araras. Perdemos, perdemos, de forma avassaladora!
Roupas lavadas e passadas, hora de guardá-las, dou-me conta de que as gavetas do pai diminuem, nossa pequena, ainda por chegar, ganhou territórios. Acima de tudo, ganhou nossos sorrisos largos e cheios de ternura, ganhou nossos abraços.
Percorrer lojas de roupas de bebê ensinou-me algo sobre roupas de crianças: as meninas tem corredores e prateleiras em quantidade sem fim, os meninos, ah! pobres meninos, ficaram com umas poucas araras. Perdemos, perdemos, de forma avassaladora!
Crônicas de um pai: malas prontas
Crônicas de um pai: malas prontas
Vany e Maria Luíza estão de malas prontas, preparadas para o dia do dia, sim, assim mesmo, dia do dia. Ao voltar do trabalho, roupas passadas e separadas, divididas por dia, pacotes completos e coloridos. (Vany correu os olhos pela crônica e me perguntou rindo se as mulheres de minha vida estão de malas prontas para fugir; não, malas prontas para chegar, assim mesmo, chegar no dia do dia)
Vany e Maria Luíza estão de malas prontas, preparadas para o dia do dia, sim, assim mesmo, dia do dia. Ao voltar do trabalho, roupas passadas e separadas, divididas por dia, pacotes completos e coloridos. (Vany correu os olhos pela crônica e me perguntou rindo se as mulheres de minha vida estão de malas prontas para fugir; não, malas prontas para chegar, assim mesmo, chegar no dia do dia)
Crônicas de um pai: falar sobre bolsas
Crônicas de um pai: falar sobre bolsas
O almoço foi repleto de novidades, entre amigos, conversamos sobre partos e bolsas, expectativas do oitavo mês e hospitais. Troca de experiências era o tom, da minha parte, melhor falar de meus anseios. Eu os ouvia com atenção e sincera felicidade. A paternidade, tão sonhada, soa como uma senha e nos permite partilhar de um segredo. Segredo que, verdadeiramente, nos escolhe. Dar vida, ou antes, ser abençoado com o dom da vida nos leva a andar por alamedas novas.
O almoço foi repleto de novidades, entre amigos, conversamos sobre partos e bolsas, expectativas do oitavo mês e hospitais. Troca de experiências era o tom, da minha parte, melhor falar de meus anseios. Eu os ouvia com atenção e sincera felicidade. A paternidade, tão sonhada, soa como uma senha e nos permite partilhar de um segredo. Segredo que, verdadeiramente, nos escolhe. Dar vida, ou antes, ser abençoado com o dom da vida nos leva a andar por alamedas novas.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Crônicas de um pai: anoitece
Crônicas de um pai: anoitece
Mãe e filha seguem bem, graças a Deus! Somos cuidadosos, todavia à medida que os dias correm e a barriga cresce aumentam os meus receios. Já anoiteceu e fico a imaginar o caos que é a cidade de São Paulo e o seu degradante sistema de transporte público em horários como o noturno. Insisto, sem sucesso, para que Vany evite horários perigosos. Não deveríamos nos arriscar tanto.
(sim, exageros de um pai e marido amedrontado com uma cidade deseducada;
Os anjos da guarda precisam fazer hora extra!!)
Mãe e filha seguem bem, graças a Deus! Somos cuidadosos, todavia à medida que os dias correm e a barriga cresce aumentam os meus receios. Já anoiteceu e fico a imaginar o caos que é a cidade de São Paulo e o seu degradante sistema de transporte público em horários como o noturno. Insisto, sem sucesso, para que Vany evite horários perigosos. Não deveríamos nos arriscar tanto.
(sim, exageros de um pai e marido amedrontado com uma cidade deseducada;
Os anjos da guarda precisam fazer hora extra!!)
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